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Violência continua no Iraque, cinco anos após queda de Saddam

Pelo menos 13 pessoas, entre elas sete civis, morreram nesta quarta-feira em Bagdá, no bairro de Sadr City, onde há quatro dias tropas americanas e milícias xiitas se enfrentam, e no momento em que o Iraque completa, com indiferença, o 5º aniversário da queda do regime de Saddam Hussein. http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/03/19/especial_cinco_anos_da_guerra_do_iraque_1235249.htmlVeja o especial sobre os cinco anos da guerra

Redação com agências internacionais |

Depois de novos episódios de violência durante a noite, que deixaram seis mortos e 35 feridos, os combates em Sadr City, reduto da milícia do Exército de Mahdi, de Moqtada al-Sadr, no nordeste de Bagdá, arrefeceram no início da manhã.

Algumas rajadas intermitentes de armas leves e tiros de morteiro podiam ser ouvidos na imensa periferia de dois milhões de habitantes.

Embora a violência tenha diminuído, três obuses de morteiro de origem desconhecida caíram sobre um conjunto de casas de Sadr City, matando sete civis e ferindo 24 pessoas.

Ao todo, quase 55 pessoas já morreram em Sadr City, depois da retomada dos combates no domingo, de acordo com balanço da AFP.

A coalizão também anunciou a morte de um soldado americano, atingido por uma bomba em Bagdá, onde pelo menos dez militares dos EUA foram mortos em quatro dias.

De 25 a 30 de março, confrontos entre as forças iraquianas, apoiadas pelo Exército americano, e as milícias "sadristas" deixaram cerca de 700 mortos em Sadr City, Kadhimiyah (outro grande bairro xiita da capital), Basra (sul) e nas principais aglomerações do sul xiita.

Cinco anos sem Saddam

Hoje, dia do quinto aniversário da queda do regime de Saddam, as autoridades militares proibiram a circulação de veículos, e todas as ruas do restante da capital estavam desertas, à exceção de alguns carros oficiais e das forças de segurança.

Além disso, a maioria das lojas preferiu não abrir as portas, e apenas alguns pedestres andavam nas ruas.

Nenhuma cerimônia oficial está prevista para comemorar a entrada dos tanques americanos na capital iraquiana, em 9 de abril de 2003. Hoje, o governo se limitou a decretar feriado, e os prédios públicos não funcionaram.

Em meio à apatia, algumas dezenas de saudosistas do regime baathista denunciaram a ocupação americana, manifestando-se no bairro sunita de Adhamiyah, onde o ex-ditador fez sua última aparição pública há cinco anos, aclamado por seus partidários.

Nenhum outro ato foi registrado na cidade, um dia depois que Moqtada al-Sadr cancelou uma grande manifestação para esta quarta contra a presença americana, com o objetivo de "poupar o sangue iraquiano". Desde a invasão, o protesto era organizado todo dia 9 de abril.

Segurança

Sob a pressão crescente do governo do primeiro-ministro Nuri al-Maliki, apoiado por Washington, Al-Sadr também ameaçou pôr fim ao cessar-fogo das operações de sua milícia, o Exército de Mahdi. Em vigor desde agosto de 2007, essa trégua contribuiu para uma clara redução da violência nos últimos meses no país.

Após várias declarações de Al-Maliki nesse sentido, o presidente Jalal Talabani pediu o desmantelamento da milícia, destacando, porém, que ele considera o movimento de Al-Sadr "uma organização respeitável".Al Sadr afirmou que desarmaria seus homens apenas se a ordem fosse dada por aiatolás superiores.

Na terça-feira, nos Estados Unidos, o principal comandante militar americano no Iraque, David Petraeus, recomendou ao Congresso do país a suspensão da retirada parcial de tropas americanas marcada para julho, como forma de ajudar a consolidar os avanços conquistados no combate à violência no país.

Petraeus elogiou as "significativas, porém voláteis" melhorias na segurança e disse que as necessidades referentes ao contingente de soldados no país precisam ser avaliadas durante o verão nos Estados Unidos (inverno no Brasil).

(*Com informações da agência AFP e da BBC)



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