Caças israelenses atacaram hoje o sul da Faixa de Gaza pela primeira vez desde que terminou, no dia 18 de janeiro, a ofensiva militar de Israel na localidade." / Caças israelenses atacaram hoje o sul da Faixa de Gaza pela primeira vez desde que terminou, no dia 18 de janeiro, a ofensiva militar de Israel na localidade." /

Violência aumenta em Gaza em meio a negociações para trégua duradoura

GAZA - http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2009/02/16/israel+responde+disparos+de+foguetes+palestinos+4085041.html target=_topCaças israelenses atacaram hoje o sul da Faixa de Gaza pela primeira vez desde que terminou, no dia 18 de janeiro, a ofensiva militar de Israel na localidade.

EFE |


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O aumento da violência coincide com uma intensificação dos contatos para alcançar uma trégua duradoura entre Israel e Hamas com a mediação do Egito, um processo que continua sem se concretizar desde que há quase um mês as partes em confronto tenham declarado de forma unilateral e provisória um cessar-fogo na região.

O bombardeio da aviação israelense teve como alvo um túnel cavado entre a localidade de Rafah, no sul de Gaza, e o território egípcio, e que segundo fontes militares israelenses era usado para o contrabando de armas.

O ataque não teve o registro de feridos e aconteceu pouco após dois foguetes disparados de Gaza atingissem áreas do território israelense que fazem fronteira com a região, mas não houve o registro de vítimas.

Nenhuma facção armada palestina assumiu a autoria do lançamento dos projéteis, como vem sendo habitual desde a entrada em vigor do cessar-fogo temporário na região.

Segundo as forças de segurança israelenses, desde então pelo menos 45 bombas, foguetes Qassam e do tipo Grad, foram disparados de Gaza para Israel.

Os ataques foram respondidos por ataques do Exército israelense, que, no entanto, não tinha recorrido até hoje aos caças F-16 para estas operações de represália.

Morte de palestino

Por outro lado, durante o dia foram divulgadas informações contraditórias sobre a morte de um palestino que mora no povoado de Beit Lahia, no norte de Gaza, em um episódio no qual ficaram feridas outras cinco pessoas, três delas em estado grave.

O chefe do serviço de emergências na Faixa de Gaza, Muawiya Hassanein, afirmou que um tanque israelense abriu fogo contra o bairro de Al-Atatra e matou o palestino, identificado como Rajab Sohob e de 25 anos.

No entanto, testemunhas e fontes das forças de segurança do Hamas, que governa em Gaza, disseram que o jovem morreu pelo que chamaram de "acidente de trabalho", como são conhecidas as explosões não propositais durante a manipulação de explosivos. O Exército israelense negou qualquer atividade na área.

Médicos do sul de Gaza informaram que outro palestino gravemente ferido em um ataque israelense ao leste de Khan Yunes há três dias não resistiu aos ferimentos que sofreu e morreu na manhã de hoje.

Suspeitos presos

Além disso, na Cisjordânia tropas israelenses detiveram na madrugada passada 37 palestinos em diferentes distritos, segundo informações dadas pelas fontes de segurança palestinas e a imprensa local israelense.

As detenções foram realizadas em aldeias e cidades de Jenin, Nablus, Kalkilia, Ramala e Hebron, onde foram registradas operações de busca de soldados israelenses em casas dos detidos, que foram transferidos para centros de detenção para seu posterior interrogatório pelas forças de inteligência.

Negociações de cessar-fogo

Enquanto isto, delegações das milícias palestinas de Gaza e de Israel continuam em busca de um cessar-fogo durável através da mediação das autoridades egípcias.

Segundo fontes das duas partes, a trégua poderia incluir uma troca de prisioneiros, embora as condições ainda devam ser estabelecidas.

Israel aceitaria libertar centenas de presos palestinos em troca da libertação do soldado Gilad Shalit, capturado por milícias palestinas em junho de 2006, e as autoridades de Israel reabririam as passagens fronteiriças da Faixa de Gaza, principal demanda do Hamas.

O jornal pan-árabe editado em Londres "Al-Hayat" informa hoje que Israel insiste, em todo caso, que os responsáveis por atentados que poderiam ser libertados na eventual troca não retornem aos territórios palestinos, mas se exilem na Síria ou no Líbano.

Além de exigir que estes ativistas retornem a solo palestino, o Hamas não tinha aceitado até o último fim de semana a inclusão do caso de Shalit no acordo de interrupção das hostilidades, e exigia incluí-lo em um "troca de prisioneiros" com Israel.

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