Sana - As autoridades do Iêmen detiveram vinte pessoas devido a sua possível ligação com o atentado contra um complexo onde fica a embaixada dos Estados Unidos nesta capital, informaram hoje fontes policiais.

O atentado incluiu a explosão de um carro-bomba e um ataque de cerca de seis integrantes de um comando, dos quais um ou vários deles estavam com cintos de explosivos que foram detonados. Na ação, 16 pessoas morreram - os seis atacantes, seis agentes de segurança e quatro civis.

Acredita-se que a maioria dos detidos nas últimas horas é membro da Al Qaeda, organização à qual fontes oficiais atribuem a autoria do atentado, registrado ontem a cerca de cem metros da embaixada americana, no leste da capital iemenita.

Por causa deste ataque, a embaixada dos EUA teve que fechar temporariamente a seção consular da missão diplomática por razões de segurança, como ocorreu em outras ocasiões quando houve ataques a alvos americanos neste país.

Uma organização chamada Jihad Islâmica no Iêmen, até então desconhecida, reivindicou a autoria da ação de ontem, mas responsáveis do Ministério do Interior acham que o ataque tem a marca da Al Qaeda.

O Iêmen ainda é um dos redutos da Al Qaeda na região, apesar das campanhas de segurança empreendidas pelas autoridades iemenitas contra a organização terrorista.

O vice-primeiro-ministro do Iêmen para assuntos de Defesa e Segurança, Rashad al-Oleimi, disse à imprensa local que o atentado de ontem foi uma resposta "aos golpes dolorosos que foram feitos contra o terrorismo" no Iêmen.

"A maioria dos terroristas que participaram do ataque estava com cintos de explosivos e cilindros de gás para causar uma poderosa e destrutiva explosão", acrescentou o alto funcionário.

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