Vinte palestinos morrem, enquanto se espera nova fase da ofensiva

Gaza, 12 jan (EFE).- Tropas israelenses e milícias palestinas continuaram hoje seus confrontos em Gaza, no 17º dia da ofensiva de Israel -que pode entrar em breve em sua terceira fase- com a morte de mais 20 palestinos.

EFE |

Com milhares de reservistas israelenses posicionados na fronteira com Gaza, o futuro da operação, na qual 917 palestinos morreram e outros 4.100 ficaram feridos, depende das gestões diplomáticas no Cairo com os islamitas do Hamas.

As últimas vítimas palestinas são três civis -um deles profissional de uma equipe médica-, que morreram em um bombardeio aéreo sobre um edifício de quatro andares da localidade de Jabalya, no norte de Gaza, um ataque que também deixou dez feridos.

Moaweya Hasanien, chefe da emergência na Faixa de Gaza, disse que se trata do 13º profissional de equipes médicas morto desde que Israel começou sua ofensiva, na primeira semana por ar e, depois disso, também por terra e mar.

"O Exército israelense ataca tudo, inclusive nossas ambulâncias e nosso pessoal médico que leva seu trabalho humanitário por toda a faixa", disse Hasanein.

Pouco antes, outros dois civis morreram em um bombardeio desde aéreo à praça Palestina da capital Gaza, que as tropas israelenses regulares cercam pelos lados sudeste e norte.

Entre as outras vítimas fatais de hoje há duas crianças e duas mulheres, afirmou Hasanien, acrescentando que a maioria dos mortos de hoje são civis, como também a maior parte dos cerca de 50 feridos.

Israel intensificou seus ataques aéreos e bombardeios de artilharia nos arredores da capital Gaza e no norte da faixa, enquanto, por terra, um braço armado do movimento islamita, Brigadas de Ezedin al-Qassam, travou combate com forças israelenses no sul e no leste.

Intensos combates também ocorreram no bairro Tufah da Cidade de Gaza e ao leste do campo de refugiados de Jabalya.

Um porta-voz militar assinalou à Agência Efe que, desde meia-noite de domingo, pelo horário local (19h de sábado pelo horário de Brasília) até hoje, o Exército atacou cerca de 60 alvos, entre eles uma patrulha de cinco homens armados do Hamas e uma mesquita que era utilizada como depósito de armas no norte de Gaza.

As Forças Armadas de Israel disseram ainda ter atacado túneis subterrâneos que ligam a Faixa de Gaza ao Sinai egípcio.

Desde que começou a ofensiva, este parte de fronteira é um dos alvos mais atacados pelos bombardeiros israelenses, que tratam de destruir o maior número possível de túneis para impedir o contrabando de armas.

Israel vê na interrupção deste contrabando uma das chaves para finalizar a ofensiva e as gestões diplomáticas da comunidade internacional, sobretudo do Egito, se concentram em tirar o controle deste corredor das mãos do Hamas.

Pelos túneis que cruzam essa fronteira entraram em Gaza os foguetes Katyusha e Grad que nas duas últimas semanas caíram no território de Israel, matando pelo menos três dos 13 mortos israelenses desde 27 de dezembro.

Os foguetes Qassam, muito mais precários, são fabricados na própria Faixa de Gaza, em oficinas metalúrgicas locais.

Segundo o Exército israelense, os foguetes lançados pelas milícias se em 50% desde o início da ofensiva militar.

Nos primeiros dias as milícias dispararam entre 70 e 80 foguetes diários, enquanto agora este número fica entre 20 e 30. EFE sar/jp

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