Vinte e um são acusados pelos massacres de julho na cidade chinesa de Urumqi

Pequim, 26 set (EFE).- Vinte e uma pessoas, entre elas pelo menos seis uigures, comparecerão perante os tribunais chineses acusadas de participar dos massacres de 5 de julho em Urumqi, capital da região noroeste chinesa de Xinjiang, informou hoje a imprensa oficial.

EFE |

Os 21 acusados são os primeiros que serão julgados por ditos incidentes, as piores revoltas étnicas ocorridas em 60 anos.

O diário China Daily facilitou os nomes de oito dos acusados, líderes de grupos violentos que participaram dos atos.

Pelos nomes, se acredita que seis deles fazem parte da etnia uigur, enquanto os outros dois têm sobrenomes típicos da etnia majoritária han.

Os acusados comparecerão pelos delitos de homicídio proposital, roubo, dano às propriedades e incêndio provocado.

Cerca de 200 pessoas, em sua maioria de etnia han, morreram nos distúrbios de 5 de julho, desencadeados pelo linchamento de trabalhadores uigures dias antes em uma fábrica de Cantão (sul do país).

Os incidentes puseram a cidade de Urumqi e outras localidades da região de Xinjiang sob forte tensão, como se viu nas passadas semanas pela proliferação de denúncias de ataques com seringas, o que produziu novas manifestações, incidentes violentos e detenções.

EFE abc/fk

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