Vilas soterradas serão deixadas como valas comuns na Indonésia

Autoridades da Indonésia afirmaram nesta segunda-feira que não irão recuperar os corpos de vítimas do terremoto da semana passada em alguns vilarejos soterrados no interior no país, que na prática se tornarão valas comuns. Para as autoridades, a prioridade agora deve ser destinar recursos aos sobreviventes da tragédia, em vez de tentar recuperar os corpos de cerca de 400 pessoas que ainda acredita-se estarem sob os escombros.

BBC Brasil |

Também nesta segunda-feira, os responsáveis pela procura por sobreviventes na cidade de Padang, uma das mais atingidas pelo tremor, decidiram encerraram as buscas.

"Tudo que precisamos fazer agora é retirar os mortos. Não sei se há algum milagre", disse à BBC Gagah Prakoso, porta-voz do Serviço de Busca e Resgate indonésio.

O terremoto de quarta-feira, de magnitude 7,6 na escala Richter, matou pelo menos mil pessoas e deixou cerca de outras mil desaparecidas.

Doenças
Cinco dias depois do desastre, o foco dos trabalhos é trazer ajuda médica e material aos sobreviventes de Padang e arredores, no oeste da Indonésia.

O centro de gerenciamento da crise no Ministério da Saúde indonésio manifestou preocupação com a contaminação da rede de fornecimento de água potável, o que poderia levar à proliferação de doenças.

Segundo a repórter da BBC em Padang Karishma Vaswani, da sexta-feira para cá não houve resgate de nenhum sobrevivente dos escombros.

Equipes de busca e resgate do exterior já estão se preparando para deixar a cena do incidente, após concluir, junto com o governo indonésio, que não há esperanças de encontrar outras pessoas com vida.

Karishma Vaswani afirmou que uma aparente normalidade começa a retornar a Padang. As crianças voltaram a estudar, em escolas improvisadas, e alguns negociantes voltaram a abrir suas lojas.

Um ministro indonésio estimou que serão necessários US$ 600 milhões para reconstruir ou reformar todos os prédios e recuperar a infraestrutura danificada pelo tremor.

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