Vigia que disparou contra jovem negro nos EUA recebe acusações

George Zimmerman foi acusado pela promotoria de assassinato de segundo grau por ter atirado e matado Trayvon Martin na Flórida

iG São Paulo |

A promotoria apresentou nesta quarta-feira acusações contra o vigia que disparou e matou o jovem Trayvon Martin na cidade de Sanford, na Flórida, EUA.

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Um mês e meio depois do homicídio, George Zimmerman foi acusado de assassinato de segundo grau (não premeditado ou planejado), depois de ter alegado legítima defesa ao ter atirado no rapaz negro, de 17 anos - o que é amparado pela legislação do Estado da Flórida, que dá aos cidadãos o direito de atirar contra qualquer pessoa considerada uma ameaça à sua segurança em local público. Segundo autoridades, o vigia está sob custódia na Flórida.

AP
Morte de Trayvon Martin (E) por George Zimmerman levou a onda de protesto por direitos civis
A morte de Trayvon levou a uma onda de protestos na Flórida e em outras partes do país contra impunidade e por direitos civis. A morte do jovem negro pelo vigia branco provocou indignação entre os americanos.

Em março, o chefe de polícia na Flórida Bill Lee deixou o cargo temporariamente depois de ser amplamente criticado sobre a investigação do caso. Lee recebia críticas de oficiais em Sanford por não ter ordenado a prisão de Zimmerman.

Além de uma investigação realizada pelo Departamento de Justiça dos EUA, a promotora Angela Corey foi a escolhida pelo governador da Flórida, Rick Scott, para liderar uma investigação que avança paralelamente.

Segundo defensor de Zimmerman, o réu alegará perante a Justiça que não é culpado pela morte de Trayvon Martin.

As acusações desta quarta-feira são anunciadas depois que os advogados que defendiam Zimmerman anunciaram a saída do caso porque perderam a comunicação com o réu, que passou a se comunicar diretamente com a promotoria, contra suas recomendações.

"Se não me quer como advogado, eu não posso interferir, eticamente não posso interpor-me, embora realmente acredite neste caso e em sua inocência", declarou o advogado Craig Sonner, que defendia Zimmerman juntamente com Hal Uhrig.

Segundo Uhrig, o escritório da promotora lhe disse que não trataria diretamente com ele se não contava com a defesa de um advogado que velasse por seus interesses.

*Com EFE e AP

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