Um homem bom - Mundo - iG" /

Viggo Mortensen promove na Espanha filme Um homem bom

Madri, 18 mai (EFE).- O ator Viggo Mortensen afirmou que, quando as pessoas se unem, podem mudar as coisas, durante a promoção na Espanha do filme Um homem bom, do diretor Vicente Amorim, que fala sobre o nazismo.

EFE |

Por ocasião da estreia, esta semana, do filme na Espanha o astro conversou com a Agência Efe sobre seu papel no longa-metragem.

Em "Um homem bom", Mortensen faz um personagem de boa índole, mas cheio de problemas, que trabalha como professor de literatura na Alemanha dos anos 30, em um momento no qual os nazistas começam a queimar os livros proibidos.

Ele publica um romance sobre a eutanásia e o Governo decide utilizar a obra como propaganda quando começa o extermínio.

O filme de Amorim "começa nos anos 30, quando não se sabia de tudo e a bandeira com a suástica era a nacional", explicou o ator.

"O protagonista é um homem normal, desses que, aconteça o que acontecer, acredita que não pode mudar nada, como ocorreu na Espanha durante os 40 anos de franquismo ou nos Estados Unidos com os oito de Bush", esclarece Mortensen, que, por sua vez, crê que, quando as "pessoas se unem, podem mudar as coisas".

"É um homem que se olha no espelho e vê que o que faz é errado, mas não tira o uniforme nazista imediatamente, o que todos fazemos em momentos de crise", acrescentou.

O filme, rodado em Budapeste, é baseado na obra de C.P. Taylor, considerada uma "das 100 melhores obras do século" pela "National Review. O elenco também conta com nomes como Jason Isaacs, Jodie Whittaker, Mark Strong e Gemma Jones.

A primeira vez em que Mortensen entrou em contato com o original de "Um homem bom" foi através de uma montagem original protagonizada por Alan Howard, "um dos grandes da cena britânica junto a Ian McKellen e Anthony Hopkins".

Cerca de 25 anos depois, "o destino" colocou o roteiro em suas mãos. "A princípio, não reconheci a história, mas, ao perceber o que era, não pude me negar, principalmente porque é uma honra poder interpretar Alan Howard", explicou o ator nova-iorquino.

Perfeccionista, o ator tentou buscar um aspecto parecido com o do Howard da época, e, para isso, conseguiu alguns óculos dos anos 20, treinou para escrever em alemão em alguma das cenas e os livros que aparecem na biblioteca do professor foram comprados por ele.

Com o filme, o ator quer deixar claro que, as pessoas, quando assistem a um filme de nazistas ou sobre o Holocausto, "sempre esperam um final fatal, a aparição de um salvador ou que o protagonista seja muito mau. Este filme não é assim". EFE car/db

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG