Washington, 23 jan (EFE).- O crescente uso de videogames entre os jovens prejudica as relações com os membros de sua família e com os amigos, revelou hoje um estudo divulgado pela revista Journal of Youth and Adolescence.

A pesquisa realizada pelos cientistas Alex Jensen e Laura Walker, uma fervorosa fã desses jogos e membro da Universidade Brigham Young (Utah), se baseia em informação coletada entre quase mil estudantes universitários de todo o país.

Walker, que afirma estar decepcionada com os resultados do estudo, ressaltou que, quanto mais tempo os jovens passam em frente aos videogames, piores são suas relações com amigos e parentes.

"É possível que isso se deva a que os adolescentes se excluem de relações sociais importantes só para jogar ou que aqueles que têm relações difíceis buscam essa forma de passar o tempo", explicou.

"O mais provável é que essas sejam duas das causas que se transformam em um círculo vicioso", acrescentou.

Para a pesquisa, os estudantes informaram sobre quanto tempo passam nos jogos e responderam a uma série de perguntas sobre a qualidade de sua relação familiar, incluindo a confiança e o afeto que recebem dos pais e dos amigos.

No entanto, os pesquisadores advertiram de que a influência dos videogames é só um fator em todo um conjunto que leva às más relações pessoais.

"O interessante do estudo é que tudo o que analisamos em torno do uso dos jogos eletrônicos é negativo", ressaltou Walker.

A pesquisa revelou ainda que, no caso de jovens mais velhos, a frequência no uso de videogames estava proporcionalmente vinculada a um comportamento mais perigoso, incluindo o consumo de bebidas alcoólicas e de drogas.

No caso das mulheres jovens, a atração pelos videogames era inversamente proporcional à auto-estima.

Jensen, entretanto, ressaltou que os futuros estudos poderiam absolver os entretenimentos eletrônicos elaborados para que várias pessoas joguem simultaneamente, o que supostamente aumentaria seu contato social. EFE ojl/db

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