Vídeo contesta versão do Exército dos EUA sobre morte de fotógrafo no Iraque

Washington, 5 abr (EFE).- Um vídeo publicado por um portal da internet questiona a versão oficial sobre como o Exército dos Estados Unidos matou 11 iraquianos, entre os quais havia um fotógrafo e um motorista que trabalhavam para a agência de notícias Reuters.

EFE |

As imagens, divulgadas hoje pelo site "Wikileaks.org", mostram, a partir da visão do piloto de um helicóptero Apache, os disparos contra um grupo de homens armados e outros que não portam armas e que andam pela rua em um bairro de Nova Bagdá.

Entre eles, estavam o fotógrafo da "Reuters" Namir Noor-Eldeen e seu motorista, Saeed Chmagh, que morreram em 12 de julho de 2007 no ataque.

O vídeo, apresentado hoje em Washington e intitulado "Assassinato Colateral", descreve também o resgate das vítimas, entre elas duas crianças feridas.

No dia seguinte ao ataque, o Exército americano explicava a morte dos funcionários da agência como parte de um confronto entre suas tropas e insurgentes.

Um porta-voz militar disse ao jornal "The New York Times" que "não há dúvida que as forças de coalizão estavam claramente em meio a operações de combate contra uma força hostil".

A agência "Reuters" exigiu sem sucesso uma investigação das circunstâncias e a obtenção do material audiovisual apelando para a Lei de Liberdade de Imprensa.

Como resposta, o Exército americano concluiu que as ações dos soldados durante o fato estavam de acordo com a lei em conflitos armados e com a normativa americana sobre quando, onde e como a força deve ser usada.

No vídeo, é possível ouvir os militares comemorarem as mortes ao grito de "olha esses bastardos mortos" e outro suplicar por permissão para atirar contra um homem. EFE sid/sa

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