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Um sueco que provocou alarme ao postar no YouTube um vídeo ameaçando abrir fogo em um shopping center por volta de meio-dia desta quinta-feira, na cidade de Gotemburgo, disse à polícia que tudo não passou de uma brincadeira. No vídeo, de qualidade técnica pobre, o sueco aparece encapuzado, de óculos escuros e com um cachecol cobrindo parte do rosto.

Olhando para a câmera, ele fala de seu plano para causar um banho de sangue no shopping Nordstan, de Gotemburgo.

"Esses sujeitos detestáveis vão ser executados. Dia 30 de outubro, ao meio-dia e meia, Nordstan. Eu juro, eles vão morrer", ameaçou.

O vídeo foi descoberto por um usuário do YouTube, que deu o alerta. O shopping center levou a ameaça a sério, e entrou em contato com a polícia.

Quando se deu conta da repercussão da ameaça na mídia, o homem contatou voluntariamente a polícia para se desculpar.

"Ele nos telefonou e disse que era a pessoa responsável pelo vídeo", contou o porta-voz da polícia da região de Västra Götaland, Stefan Gustafsson.

"Quando o encontramos, constatamos que ele era realmente a pessoa que aparecia no vídeo", afirmou.

O homem, que tem 25 anos e vive em Gotemburgo, contou então que nunca teve a intenção de concretizar a ameaça.

"Foi uma espécie de piada. A intenção não foi causar uma comoção", relatou o porta-voz.

A polícia ainda não decidiu se vai abrir inquérito e levar o caso adiante.

"Vamos discutir o caso com um promotor e tomar uma decisão", disse o porta-voz policial.

Em setembro passado, um atirador matou dez pessoas e se suicidou em seguida em uma escola técnica da cidade finlandesa de Kauhajoki, após ter indicado sua intenção de realizar uma chacina através de vídeos postados no YouTube.

Matti Juhani Saari, o estudante de 22 anos que realizou o ataque, havia sido interrogado um dia antes do massacre. Mas a polícia concluiu que não tinha evidências suficientes para revogar a licença de armas do estudante finlandês.

Em novembro do ano passado, também na Finlândia, um jovem armado matou oito pessoas e se suicidou em seguida na escola secundária Jokela, no sul da Finlândia. Antes da tragédia, o atirador também havia postado várias mensagens suspeitas no YouTube.