Washington, 16 out (EFE) - Os primeiros sinais de atividade biológica na Terra poderiam ter surgido de erupções vulcânicas, segundo uma nova análise de experiências realizadas há mais de meio século, revela um estudo divulgado hoje pela revista Science.

Essas análises, realizadas com as técnicas mais modernas, revelaram compostos orgânicos não alertados inicialmente e apontam para uma possível contribuição da atividade vulcânica para o começo da vida na Terra, segundo cientistas do Laboratório Geofísico do Instituto Carnegie.

As primeiras experiências foram realizadas pelo pesquisador Stanley Miller da Universidade de Chicago em 1953 e 1954.

Miller, que morreu há dois anos, foi o primeiro a comprovar que as moléculas básicas da vida podiam ser sintetizadas através da aplicação de uma corrente elétrica a gases ricos em hidrogênio como o metano e o amoníaco para simular uma atmosfera primordial.

Segundo os cientistas, Miller estava certo ao determinar que os gases de uma erupção vulcânica têm alto teor de hidrogênio e que essa atividade geológica foi intensa no início da constituição do planeta.

"Ao analisar agora as amostras destas experiências vulcânicas, descobrimos que continham uma mistura muito variada de compostos orgânicos", disse James Cleaves, autor do estudo e discípulo de Miller.

As fontes de energia para conseguir a conexão dessas moléculas até se transformar em compostos orgânicos poderiam ter surgido de atividade elétrica em forma de relâmpagos e que está estreitamente vinculada às nuvens vulcânicas, segundo Cleaves. EFE ojl/rb/db

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