Vice-presidente dos EUA pede reconciliação no Iraque

O vice-presidente americano Joe Biden pediu em Bagdá, no Iraque, que os líderes do país encorajem a reconciliação política. Biden encerrou sua visita de três dias ao Iraque com uma cerimônia que concedeu a cidadania americana a 237 homens e mulheres que trabalharam com os soldados americanos no país.

BBC Brasil |

"O Iraque está saindo do terror do conflito sectário para um futuro de progresso e, se Deus quiser, prosperidade. Vocês sabem melhor do que eu que ainda há muito trabalho duro a fazer aqui, mas, graças a vocês, os iraquianos estão começando a assumir a responsabilidade por seu destino", afirmou.

O presidente Barack Obama deixou Joe Biden encarregado da supervisão da saída dos soldados americanos no Iraque.

No começo da semana as forças americanas completaram a retirada das cidades iraquianas, numa operação que prepara a retirada total em 2011.

"Enquanto nos retiramos, a missão de vocês vai mudar, será concentrada no treinamento e apoio às forças de segurança iraquianas enquanto elas assumem a liderança para manter o país seguro. Nossos diplomatas e civis vão se concentrar em ajudar os iraquianos a estabelecerem os compromissos políticos necessários para a paz e segurança duradouras", afirmou.

Palácio de Saddam
Os 237 homens e mulheres fizeram o juramento da cerimônia de naturalização em um dos antigos palácios de Saddam Hussein.

A maioria deles era de origem mexicana ou filipina. Mas alguns eram iraquianos e, por isso, Joe Biden afirmou que líder iraquiano estaria "revirando em seu túmulo".

A visita de Biden foi uma tentativa de estimular a retomada de negociações entre os vários grupos étnicos e religiosos do Iraque, preparando o país para a retirada total dos americanos em 2011.

E, para aqueles que buscam algum tipo de simbolismo, talvez isto possa ser encontrado na forte tempestade de areia que fez com que a viagem de Biden à região autônoma dos curdos, no norte do país, fosse cancelada.

No momento em que os soldados americano completaram a primeira fase de sua retirada do país, reduzindo sua visibilidade nas ruas das cidades iraquianas, as tensões aumentaram se transformando em uma onda de violência nos últimos meses.

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