Vice-presidente dos EUA encerra viagem a Ucrânia e Geórgia

Tbilisi, 23 jul (EFE).- O vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, encerrou hoje uma viagem a Ucrânia e Geórgia, onde se reuniu com dirigentes locais para expressar o apoio de Washington às duas ex-repúblicas soviéticas.

EFE |

Biden assegurou que o "reinício" das relações entre Washington e Moscou não influenciará os interesses de Kiev e Tbilisi, que seguirão tendo os EUA como fiéis aliados.

O vice americano rejeitou as pretensões da Rússia de incluir os países do espaço pós-soviético na esfera de seus interesses especiais e defendeu o direito de todo Estado a decidir suas prioridades de política externa e a escolher seus aliados.

Ele apoiou ainda a entrada de Ucrânia e Geórgia na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), adiada indefinidamente devido a pressões de Moscou. Biden pediu aos dois países que continuem as reformas democráticas e econômicas para cumprir todos os requisitos.

Além disso, o político ressaltou a importância dos dois países como pontes de fornecimento de recursos energéticos para a Europa e conversou sobre as possibilidades de ampliar a cooperação econômica e os investimentos.

Biden é o primeiro alto funcionário da administração do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, a visitar Kiev e Tbilisi após a invasão da Geórgia pelo Exército russo em agosto de 2008, que assustou os países que fazem fronteira com a Rússia.

Neste sentido, o vice-presidente dos EUA reiterou o firme respaldo dos EUA à integridade territorial da Geórgia e ressaltou que Washington não admite a independência das regiões separatistas georgianas Ossétia do Sul e Abkházia, o que foi reconhecido unilateralmente pela Rússia.

Em Kiev, Biden se reuniu com os principais candidatos à Presidência nas eleições de 17 de janeiro de 2010, como forma de expressar seu apoio ao processo democrático na Ucrânia.

Já na capital georgiana, o vice americano também se encontrou com líderes do Governo e da oposição - estes últimos pedem a saída do presidente georgiano, Mikhail Saakashvili - e defendeu ainda a necessidade de novas reformas democráticas. EFE.

mv/dp

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