Cairo, 1 ago (EFE).- O ex-vice-presidente iraquiano Izzat Ibrahim al-Douri, número dois do regime de Saddam Hussein e na clandestinidade desde 2003, fez uma chamada aos grupos da resistência para formar um único conselho nacional ou político.

Em uma gravação de áudio transmitida hoje pela rede de televisão catariana "Al Jazira", o ex-líder iraquiano pediu que a chefia unificada, que resultar do conselho nacional, "elabore os princípios para tratar com o inimigo", em alusão aos militares americanos.

Nesse sentido, Douri ressaltou que a resistência não negocie com os Estados Unidos até que "anuncie oficialmente sua retirada total e imediata do Iraque, e reconheça que a resistência unificada é a legítima representante do povo iraquiano".

Além disso, pediu a reincorporação dos membros das antigas Forças Armadas e de segurança, de acordo com as normas e leis que estavam em vigor antes da ocupação militar estrangeira do Iraque.

Por último, ressaltou a necessidade de que as forças de ocupação se comprometam a indenizar o Iraque por todos os danos que causaram ao país.

Em 7 de abril, Douri pediu aos iraquianos que lutar contra o primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, também em uma fita de áudio transmitida pela "Al Jazira".

O fugitivo foi vice-presidente do Conselho do Comando Revolucionário, a mais alta instância do regime de Saddam Hussein, e era o número seis no baralho de cartas dos 55 iraquianos mais procurados pelo Exército dos EUA.

A lista dos mais procurados era formada pelos colaboradores mais próximos a Saddam, como membros do ex-partido governante Baath e militares de alta categoria.

A maioria deles se rendeu ou foi capturada, como Saddam, que foi enforcado. Douri permanece em paradeiro desconhecido.

Os Estados Unidos oferecem uma recompensa de US$ 25 milhões a quem oferecer informação que leve à detenção de Douri, que, nos últimos anos, foi dado como morto em diversas ocasiões. EFE aj/an

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