Vice-presidente da Venezuela Ramón Carrizález renuncia ao cargo

CARACAS (Reuters) - O vice-presidente e ministro da Defesa da Venezuela, Ramón Carrizález, apresentou sua renúncia a ambos os cargos, confirmou à Reuters nesta segunda-feira uma fonte do governo. Vários veículos de imprensa locais divulgaram que ele teria saído por motivos pessoais. A saída de Carrizález é um novo revés para o presidente Hugo Chávez, que enfrenta um complicado panorama para as eleições legislativas deste ano diante do descontentamento pela desvalorização da moeda local, pelos cortes de água e energia elétrica e pelos altos índices de criminalidade.

Reuters |

Yuvirí Ortega, ministra do Meio Ambiente e esposa de Carrizález, também renunciou ao cargo.

"Por meio de um comunicado de imprensa, Carrizález esclareceu que sua demissão não representa nenhum desacordo com o Executivo e que qualquer outra versão sobre o caso é falsa e tendenciosa", disse o canal estatal Telesur em sua página na Internet.

Uma fonte do governo confirmou a renúncia dos dois funcionários, mas não deu outros detalhes.

Chávez fez várias modificações no Executivo neste ano, depois de demitir o recém-nomeado ministro da Eletricidade por uma falha em um plano de racionamento de energia em Caracas. Ele foi substituído por Alí Rodríguez.

Carrizález, militar aposentado, assumiu a vice-presidência depois que o presidente renovou seu gabinete em 2008 na sequência de sua primeira derrota eleitoral, quando tentou modificar a Constituição por meio de um referendo.

Embora Carrizález, de 57 anos, tenha ocupado várias pastas, como as de Infraestrutura e, posteriormente, da Habitação, ele se expunha pouco à imprensa e raras vezes concedia entrevistas.

Durante seus dois anos na vice-presidência, o mandatário delegou a seu aliado importantes responsabilidades, como a supervisão de várias nacionalizações e a coordenação de alguns dos programas sociais mais importantes do governo.

Desde que chegou ao poder em 1999, Chávez nomeou seis vice-presidentes. O veterano político e jornalista José Vicente Rangel foi quem ficou mais tempo no cargo, de 2002 a 2007.

(Reportagem de Enrique André Pretel)

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