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Vice-presidente colombiano diz que Plano Colômbia não é mais necessário

Bogotá - O vice-presidente colombiano, Francisco Santos, afirmou que não é mais necessário o Plano Colômbia de combate às drogas e contra os grupos armados ilegais, a que os Estados Unidos destinaram uma média anual de US$ 500 milhões desde 2001.

EFE |

"O Plano Colômbia, que nos ajudou muito e foi muito importante em um momento crítico (...) contra o narcotráfico, não é mais necessário", especificou Santos, em entrevista publicada hoje pelo jornal "El Tiempo".

O vice-presidente advertiu que também é hora de o país medir a efetividade dessa estratégia com o custo político que teve para que o Congresso americano o tenha mantido em vigor.

"O custo para a dignidade do país é grande demais", afirmou Santos, que não descartou que sua postura seja oposta à do presidente Álvaro Uribe e à do ministro da Defesa, Juan Manuel Santos.

"O tratamento que recebemos por parte de setores da sociedade civil americana e por parte de setores do Parlamento desse país é injusto com a Colômbia. E vou dizer algo mais: é indigno", disse Santos, para quem chegou o momento de Bogotá "evoluir" em suas relações com Washington.

Neste contexto, Santos minimizou a importância dos efeitos de um possível fim do Plano Colômbia na luta contra as drogas, ao advertir que um terço da oferta econômica americana "vai para os operadores".

Dos US$ 400 milhões que ficam, grande parte de uma metade é usado em "gasolina e transporte", e a outra vai para projetos sociais que podem ser assumidos pelo país, sustentou o vice-presidente, para quem a erradicação dos cultivos ilegais é financiado com recursos nacionais.

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