Jerusalém, 3 jul (EFE).- O vice-primeiro primeiro-ministro de Israel, Haim Ramon, pediu hoje que alguns dos bairros e aldeias palestinas de Jerusalém sejam separados da cidade e considerados pela legislação israelense como qualquer outro lugar da Cisjordânia.

"Uma das principais razões pelas quais o ataque de ontem pôde ser cometido com tanta facilidade é porque há aldeias palestinas que, por alguma razão, são chamadas de Jerusalém, como Jabel Mukaber e Tzur Baher", disse o vice-primeiro-ministro, em uma entrevista à emissora militar de seu país.

Acrescentou que a jurisdição israelense deveria "considerá-las como Ramala, Belém, Jenin e Nablus", ou seja, território ocupado da Cisjordânia e sujeito às mesmas restrições de movimento para a população.

Os habitantes da Cisjordânia não podem chegar ao território de Israel desde que, em 2003, este país construiu o muro de separação, mas podem circular os habitantes de Jerusalém Oriental, onde moram cerca de 200.000 palestinos que têm cartões de identidade israelenses.

A aldeia de Tzur Baher, de onde era procedente Hussam Duwiyat, que ontem matou três israelenses e feriu várias dezenas ao cometer um ataque com uma escavadeira em uma rua da cidade, faz parte dos limites municipais de Jerusalém Oriental, que Israel considera sua capital indivisível.

Para os palestinos, Jerusalém Oriental é a capital de seu futuro Estado independente. EFE elb/an

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.