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Vicente Fox chama Chávez de burro e critica política de Obama para o México

México, 12 dez (EFE).- O ex-presidente mexicano Vicente Fox chamou o presidente venezuelano, Hugo Chávez, de burro por se opor ao livre mercado, e opinou que o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, tem que colocar os pés na realidade em sua relação comercial e migratória com o México, informou hoje a imprensa local.

EFE |

Durante uma conferência no Centro Fox, uma organização de estudos sobre a democracia que o ex-governante criou no estado de Guanajuato, centro do México, Fox disse que o pior que se pode fazer é escutar aqueles que estão dizendo que a economia de mercado não serve, "o que está dizendo o burro do Hugo Chávez".

Fox, que foi presidente do país no período 2000-2006 e protagonizou um forte confronto com Chávez, que levou os dois a retirarem seus embaixadores em cada país, qualificou também o Governo venezuelano como "messiânico".

Com o mesmo adjetivo qualificou os Governos de Bolívia, Equador e Nicarágua, todos dirigidos por políticos de esquerda.

Neste sentido disse que após o fim das ditaduras, que assolaram o continente latino-americano na segunda metade do século XX, há agora "sombras de preocupação" por causa das tentativas de alguns líderes da região "de modificar a constituição para reelegerem-se", em clara alusão a Chávez, que impulsiona uma emenda à carta magna de seu país para estabelecer a reeleição ilimitada.

De outro lado, o ex-presidente asseverou que Obama terá "que colocar os pés na realidade (...), porque na campanha não fez assim".

Ele criticou o fato de o presidente eleito americano ter questionado o Acordo de Livre-Comércio da América do Norte (Nafta), que une México, EUA e Canadá desde 1994, já que segundo sua opinião "um dos grandes beneficiados é justamente" os Estados Unidos.

Além disso, Fox disse que "também não ficou muito claro a Obama a situação dos migrantes" e "o enorme valor que têm para a economia" americana.

Durante sua gestão, o ex-líder tentou em vão promover um grande acordo migratório com o atual presidente americano, George W. Bush, mas esses planos foram rechaçados pelo Congresso desse país. EFE jd/ma

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