Vice-chanceler da Colômbia e do Equador tentarão resolver crise em Lima

Lima, 9 mai (EFE).- O vice-chanceler da Colômbia, Camilo Reyes, e seu colega do Equador, José Valencia, se reunirão em Lima na próxima semana para tentar encontrar uma solução para a crise diplomática entre ambos os países, anunciou hoje o ministro peruano de Relações Exteriores, José Antonio García Belaúnde.

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"Antes da cúpula haverá um encontro de vice-chanceleres como parte do mecanismo da Organização dos Estados Americanos (OEA)", explicou García Belaúnde em entrevista coletiva na qual ofereceu detalhes sobre a 5ª Cúpula América Latina-Caribe-União Européia (EU-LAC, na sigla em inglês), que será realizada em Lima nos dias 16 e 17 de maio.

O chefe da diplomacia peruana esclareceu que a reunião entre os vice-chanceleres da Colômbia e do Equador não fará parte da 5ª Cúpula, ao explicar que representará "os mecanismos da OEA que serão realizados em Lima".

Reyes e Valencia se reuniram pela primeira vez em 29 de abril passado, no Panamá, no marco da missão de bons ofícios encomendada ao secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, para buscar uma solução para a crise diplomática.

A crise foi iniciada após a incursão de tropas colombianas no Equador, em 1º de março, para atacar um acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que culminou na morte de mais de vinte pessoas, entre elas, o número dois da organização, conhecido como "Raúl Reyes".

Em resposta, o Governo equatoriano apresentou uma queixa formal perante a OEA.

Neste contexto, García Belaúnde recomendou aguardar os resultados da reunião de Lima, após a qual provavelmente os vice-chanceleres "recomendarão se haverá ou não um encontro" entre os presidentes das duas nações.

A última vez que os líderes da Colômbia, Álvaro Uribe, e do Equador, Rafael Correa, se encontraram foi na Cúpula do Grupo do Rio, realizada em Santo Domingo, em 7 de março, e será durante a 5ª Cúpula EU-LAC que voltarão a estar frente a frente.

Perante uma eventual reunião na capital peruana, García Belaúnde contou que seu país deseja "facilitar qualquer encontro que permita superar esta situação", embora tenha insistido que tudo dependerá do mecanismo iniciado pela OEA.

Também disse que o presidente peruano, Alan García, não pretende "perturbar um processo em andamento" e só aceitaria mediar se "a Colômbia e o Equador solicitassem".

A presidente do Parlamento Andino, Ivonne Juez de Baki, foi quem pediu a García para que atuasse como mediador na crise durante a II Assembléia Parlamentar Euro-Latino-Americana (Eurolat), também realizada em Lima, entre os dias 29 de abril e 1º de maio passado.

EFE wat/fb

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