Vice-chanceler alemão quer mais soldados de seu país no Afeganistão

Berlim, 25 jun (EFE).- O ministro de Assuntos Exteriores da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, defendeu hoje no Parlamento o aumento de 3.

EFE |

500 para 4.500 soldados alemães na missão da Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf) no Afeganistão.

"Onde não há segurança cresce o medo e onde o medo cresce morre a esperança", disse Steinmeier em discurso perante o Parlamento.

O aumento do número de soldados alemães integrados à Isaf, que está sob comando da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), deve ser aprovado pelo Parlamento ainda este ano.

Steinmeier voltou a afirmar a necessidade de reforçar a agricultura no Afeganistão e de criar condições para que o cultivo de cereais seja mais rentável que o da papoula, utilizada na produção de algumas drogas ilícitas.

Segundo o vice-chanceler, apesar de todos os problemas existentes, foram realizados grandes progressos desde a queda do regime talibã no final de 2001.

O alemão destacou que foram construídos 13 mil quilômetros de estradas, 3.500 escolas e além de terem sido eliminadas oito milhões de minas terrestres na região.

"Cada fonte, cada escola, cada quilômetro de estrada é uma pequena vitória", disse Steinmeier.

De acordo com o vice-chanceler, é muito importante conseguir que a Polícia e o Exército afegãos consigam estar em condições de garantir a segurança do país.

"A presença alemã é importante, mas sua meta é que um dia ela passe a ser desnecessária", explicou.

Steinmeier respondeu às críticas do Partido da Esquerda - que pediu mais ajuda civil em vez de uma intensificação da presença militar - dizendo que sem segurança não pode haver progresso na reconstrução do país.

O chefe do grupo parlamentar do Partido da Esquerda, Oskar Lafontaine, criticou o fato de Steinmeier ter falado apenas de reconstrução e progressos e não da destruição produzida pelas tropas ocidentais desdobradas no Afeganistão.

"Com missões de combate e com bombas não se pode deter a morte do povo", disse Lafontaine. EFE rz/rr

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