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Vice da Nicarágua defende acolhida humanitária de rebeldes das Farc

Atlanta (EUA.), 19 ago (EFE) - O vice-presidente da Nicarágua, Jaime Morales Carazo, defendeu hoje a acolhida humanitária que o país deu às supostas guerrilheiras colombianas, e negou que se tenha dado asilo à mexicana Lucia Morett.

EFE |

"Quando pessoas que se sentem perseguidas batem na porta de um país, nós, na Nicarágua, as abrimos. No caso das jovens colombianas, o tempo dirá o que deverá ser feito", afirmou Carazo.

As supostas integrantes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) receberam "acolhida humanitária", explicou Carazo em resposta a uma pergunta da Agência Efe sobre o asilo concedido às colombianas quando a Nicarágua diz se abrir a um processo de "união e reconciliação" interna e com o mundo.

No caso da suposta guerrilheira de origem mexicana, o vice-presidente considerou que sua permanência na Nicarágua é uma "escala técnica", já que ela não enfrenta "uma perseguição política" no México.

Carazo ressaltou que o direito ao asilo é uma "doutrina" que surgiu da América Latina, região que sofreu conflitos armados de forma intermitente na história e que "só os que sofrem o asilo sabem quão doloroso é".

Ao se referir ao movimento guerrilheiro colombiano, Carazo disse que, no início, o grupo "talvez tivesse propósitos nobres, ideais (...), mas ao longo de 50 anos, é muito possível que se deturpem muitíssimo estes conceitos e estes princípios".

Sem citar as Farc, destacou o caso de grupos que formam "associações criminosas com o narcotráfico".

O vice-presidente dividiu um painel de discussão política com o subsecretário de Estado americano para a América Latina, Tom Shannon, e o prefeito da cidade colombiana de Barranquilla, Alejandro Char Chaljub, no 2º Fórum de Competitividade das Américas em Atlanta. EFE mp/db

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