Vice boliviano diz que vida de Morales ainda corre risco

La Paz, 19 abr (EFE).- O vice-presidente da Bolívia, Álvaro García Linera, afirmou hoje que a vida do presidente Evo Morales e do próprio Estado ainda correm risco devido ao grupo que planejava um magnicídio e que foi desarticulado esta semana em Santa Cruz, leste.

EFE |

"A vida do presidente Evo (Morales) esteve e segue em risco", disse García Linera, ao informar na televisão estadual sobre a operação policial antiterrorista na qual morreram três supostos membros do grupo e outros dois foram detidos.

O vice-presidente chegou a afirmar que "a segurança e a unidade do Estado e a vida dos bolivianos" seguem em risco por uma trama sobre a qual "apenas 10% ou menos vieram a público".

Na operação policial em um hotel de Santa Cruz foram mortos o romeno Magyarosi Arpak, o irlandês Dwayer Michael Martin e o boliviano Eduardo Rózsa Flores, e foram detidos o boliviano-croata Mario Tadic Astorga e o húngaro Elod Tóaso.

Os cinco são acusados de pertencer a uma quadrilha que, segundo García Linera, pretendia matar o presidente e outros membros do gabinete de Morales, incluindo o próprio vice-presidente.

O vice ressaltou que, por trás dos supostos terroristas, há um cérebro boliviano que tinha por "objetivo final ou a tomada do poder por meio violento ou algum tipo de fragmentação regional", tentando gerar uma "onda de violência e descontrole geral", antes de formar "grupos armados".

García Linera, no entanto, não quis se arriscar a dizer quem estaria por trás dos atos, mas apontou para "uma direita derrotada politicamente que não confia na via democrática para mudar o poder".

A oposição boliviana levantou suspeitas sobre os supostos planos de magnicídio e criticou o que foi considerada uma tentativa de "politizar" uma questão que alguns qualificaram de "show" e "montagem".

García Linera, no entanto, afirmou que essas dúvidas da oposição levantam "suspeitas", e anunciou que, com a documentação apreendida na operação e a declaração dos dois detidos, "vão despontar indícios". EFE az/db

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