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Vice argentino diz que ministro precisa esclarecer caso da mala

Buenos Aires, 4 out (EFE) - O vice-presidente argentino, Julio Cobos, afirmou que o ministro do Planejamento do país, Julio de Vido, precisaria dar esclarecimentos sobre o suposto envolvimento do Governo da Argentina no caso da mala, informou hoje a imprensa local. Em declarações feitas nos Estados Unidos e reproduzidas por vários jornais de Buenos Aires, Cobos também destacou que Claudio Uberti, que foi afastado de seu cargo como diretor do Organismo de Controle de Concessões Viários (OCCOVI) da Argentina, após aparecer envolvido no escândalo, deve dar mais explicações, esclarecer. É preciso brigar para que a Justiça esclareça isto, para que os responsáveis apareçam, que os culpados sejam punidos, e sejam estabelecidas relações normais entre Argentina e Estados Unidos, ressaltou o vice-presidente, que mantém fortes divergências com a presidente argentina, Cristina Fernández de Kirchner. Cobos discursou na sexta-feira na 12ª Conferência das Américas, realizada na cidade de Miami, onde ocorre um julgamento relacionado à apreensão de US$ 800 mil com os quais o empresário venezuelano-americano Guido Antonini Wilson tentou entrar na Argentina em agosto de 2007. Uberti era encarregado de um organismo dependente do Ministério do Planejamento e viajou no mesmo vôo privado que transferiu Antonini Wilson, junto a funcionários argentinos e venezuelanos, de Caracas a Buenos Aires. Todos aqueles que tiverem possibilidades de esclarecer têm que fazer isso,...

EFE |

Quanto a De Vido, a quem a oposição argentina solicitou que enfrente um julgamento político por "mau desempenho de suas funções" por causa de sua suposta relação com o caso, o vice argentino destacou que ele "teria que dar esclarecimentos, independentemente de quem os peça".

"Se é como contaram a mim, que aceitaram um pedido de transportar um empresário venezuelano em um avião e se alguém está tranqüilo com isso, então é preciso esclarecer essa situação", acrescentou Cobos.

Tanto De Vido quanto Uberti negaram qualquer tipo de ligação com o caso e o Executivo argentino rejeitou que, como consta em gravações divulgadas durante o processo realizado em Miami, o dinheiro apreendido com Antonini Wilson em Buenos Aires fosse destinado à campanha eleitoral de Cristina.

O empresário é a principal testemunha da Promotoria no julgamento realizado nos Estados Unidos contra um grupo de venezuelanos acusados de agir como agentes disfarçados da Venezuela para pressioná-lo a não revelar a origem e destino dos US$ 800 mil.

O Governo argentino, que pediu reiteradamente aos Estados Unidos a extradição de Antonini Wilson, afirmou que as gravações de conversas dos acusados apresentadas pela Promotoria de Miami não complicam em "nada" a gestão da governante argentina. EFE hd/db

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