Buenos Aires, 14 ago (EFE).- O vice-presidente da Argentina, Julio Cobos, aprovou hoje uma mudança no órgão oficial que mede a inflação no país, cuja confiabilidade está sendo seriamente contestada por economistas, associações de consumidores e até por seus próprios empregados.

Interinamente na chefia do Estado, já que a presidente Cristina Fernández de Kirchner está no Paraguai, Cobos disse há uma cobrança por "um método pactuado, claro e transparente" para medir a inflação.

"Todos os argentinos querem saber os custos da inflação, da pobreza", afirmou Cobos, que também preside o Senado, na sede do Parlamento.

Apesar da declaração, o presidente interino do país evitou falar sobre a continuidade ou não da polêmico secretário de Comércio, Guillermo Moreno, ao dizer que essa é uma "decisão que cabe à presidente".

A credibilidade dos dados sobre a inflação do Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec) já foi posta em dúvida algumas vezes desde que, em 2007, sua direção introduziu mudanças metodológicas na medição dos preços, os quais, segundo consultores privados, cresceram quase o triplo do informado oficialmente.

Há meses, diferentes setores da oposição exigem a demissão de Moreno, a quem é atribuída a manipulação dos indicadores oficiais.

EFE cw/sc

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.