Via-Sacra de Jerusalém não passa ilesa pela crise econômica

Jerusalém, 10 abr (EFE).- A tradicional Via-Sacra de Jerusalém, o ponto alto da Semana Santa na cidade, sucumbiu hoje à crise econômica global, a julgar pelos poucos peregrinos estrangeiros que acompanharam a procissão.

EFE |

"Há muito menos gente", assegurou à Agência Efe o espanhol Orencio Cuartero Ezpeleta, de 74 anos, que pelo terceiro ano visita Jerusalém na Semana Santa e que notou uma diminuição considerável no número de fiéis que viajaram até a Terra Santa.

Para Ezpeleta, muita gente "ficou só com a vontade de vir" devido à crise, e disse ter pedido a Deus para que tudo volte ao normal, já que não quer ser "um dos impedidos de vir" no ano que vem.

A ausência de peregrinos em comparação a anos anteriores tiraram um pouco do prestígio da Via-Sacra. Por outro lado, fizeram fluir com muita mais rapidez as distintas procissões organizadas nas ruas da Cidade Antiga de Jerusalém.

Habitualmente, devido às multidões que enchem a Cidade Antiga em um dia como hoje, o percurso pode durar mais de duas horas, mas o arcebispo de Jerusalém, Fouad Twal, o fez em menos de 45 minutos.

A Via-Sacra liderada por Twal começa na parte baixa da cidadela, e percorre o caminho que, segundo a Bíblia Sagrada, foi feito por Jesus Cristo desde sua condenação até sua crucificação e morte.

Outro indício da crise é o fato de as lojas ao longo do percurso da procissão estarem hoje muito mais vazias do que em anos passados.

A menor presença de fiéis de outros países também fez com que as preces em árabe da comunidade palestina cristã da Terra Santa ressoassem mais alto ao longo do percurso.

Composta por cerca de 200 mil pessoas em Israel e nos territórios da Autoridade Nacional Palestina (ANP), os cristãos na Terra Santa são minoria e costumam enfrentar diversas dificuldades.

Em um gesto ao papa Bento XVI, que visitará a Terra Santa em maio, Israel autorizou a população cristã da Cisjordânia a visitar os lugares santos, mas não fez o mesmo em relação aos cristãos da Faixa de Gaza. EFE elb/bba

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