Viajei com outros 76 imigrantes, diz sobrevivente de chacina

Segundo equatoriano, que escapou do massacre de 72 imigrantes no México, um hondurenho também conseguiu fugir

iG São Paulo |

O equatoriano Luis Freddy Lala Pomavilla, que sobreviveu à matança de 72 imigrantes latinoamericanos no México semana passada, disse que estava com outras 76 pessoas quando foi interceptado pelo grupo que cometeu o massacre.

AP
Equatoriano Luis Fredy Lala Pomavilla descansa em hospital em Matamoros, no leste do México. Ele é testemunha de massacre de 72 imigrantes perto da fronteira dos EUA
Na quarta-feira, o equatoriano disse ainda que um imigrante hondurenho também havia conseguido escapar ileso do massacre em uma fazenda em San Fernando, no Estado de Tamaulipas, norte do México. O governo mexicano confirmou a existência do "segundo sobrevivente" na chacina.

A confirmação foi feita por fontes governamentais depois que o presidente do Equador, Rafael Correa, deciciu tornar público que o equatoriano sobrevivente Luis Freddy Lala Pomavilla aceitasse revelar a existência de mais um sobrevivente.

O sobrevivente hondurenho prestou depoimento à Procuradoria Geral da República (PGR). Um porta-voz da PGR explicou que o homem de origem hondurenha, que não teve sua identidade revelada, encontra-se no México "sob resguardo" da Procuradoria, mas evitou especificar o local onde acontece o testemunho.

Na semana passada, militares mexicanos encontraram 72 corpos de imigrantes assassinados supostamente por narcotraficantes da organização "Los Zetas". Dentre as vítimas foi identificado o corpo do brasileiro Juliard Aires Fernandes, de 20 anos, natural de Minas Gerais. Também foram encontrados os documentos de Hermínio Cardoso dos Santos, de 24 anos, também natural de Minas Gerais, mas seu corpo ainda não foi identificado.

Nesta quinta-feira, o presidente mexicano, Felipe Calderón, admitiu que o México enfrenta "uma guerra cada vez mais atroz" entre grupos do crime organizado. Em seu quarto relatório anual sobre o governo, Calderón disse ainda que houve avanços no combate ao narcotráfico no país com a captura de grandes chefões da droga, mas a situação vivida "é de uma guerra entre os grupos do crime organizado em sua disputa por territórios, mercados e rotas".

Calderón fez as declarações em ato público no Palácio Nacional, em que resumiu as linhas principais do documento que enviou por escrito ao Congresso na quarta-feira.

Um contronto entre o Exército mexicano e narcotraficantes, em um campo de treinamento de pistoleiros do narcotráfico em General Terviño, nos arredores da cidade de Monterrey, deixou 25 mortos, nesta quinta-feira.

Arte/iG
Presidente mexicano, Felipe Calderón, lançou guerra contra o narcotráfico logo após posse
*Com AFP e EFE

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