Por Philip Pullella ROMA (Reuters) - Os norte-americanos têm hoje uma imagem mais favorável do papa Bento 16 e da Igreja Católica do que antes da viagem dele aos Estados Unidos, mas muitos acham que ainda é preciso tomar mais providências para evitar que se repitam escândalos de pedofilia no clero, segundo pesquisa divulgada na quarta-feira.

A pesquisa do Instituto de Opinião Pública do Colégio Marista, encomendada pela entidade católica benemerente Cavaleiros de Colombo, ouviu 1.013 católicos e não-católicos na semana passada, com margem de erro de 3,1 pontos percentuais.

O papa esteve em Washington e Nova York entre os dias 15 e 20 de abril.

Para 61 por cento dos entrevistados, a visita atendeu ou superou suas expectativas, mas só 35 por cento se disseram mais ligados aos valores espirituais depois da passagem do pontífice.

Durante a viagem, o papa se disse 'profundamente envergonhado' com o escândalo de pedofilia, surgido em 2002, e se reuniu com as vítimas, além de ter prometido impedir a presença de mais pedófilos no clero.

Para 58 por cento dos entrevistados, esse comportamento do papa foi satisfatório.

Mas só 32 por cento acham que de fato foram tomadas medidas que evitem um novo escândalo. Outros 22 por cento têm dúvidas, e 46 por cento acham que seria necessário mais empenho.

Para 56 por cento, o papa passou 'o tempo certo' falando do escândalo. Outros 20 por cento acham que ele falou pouco a respeito, 24 por cento não sabem, e 1 por cento acha que ele deveria ter tratado menos desse tema.

Quase 40 por cento dos entrevistados acham que a parte mais significativa da visita foi o encontro que o papa manteve com cinco vítimas de abusos.

A viagem do papa foi um dos maiores eventos da mídia até agora neste ano, e 84 por cento dos entrevistados disseram ter visto, ouvido ou lido algo a respeito.

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