Viagem do Papa a Israel condicionada a Gaza, não a bispo negacionista

A polêmica anulação da excomunhão de um bispo que nega o holocausto não tem influência no plano do papa Bento XVI de viajar a Israel, que no entanto está condicionado aos acontecimientos em Gaza, informa o jornal La Repubblica.

AFP |

O cardeal Walter Kasper, responsável pelas relações com o judaísmo, afirmou ao jornal que "a viagem do papa não depende" da tensão nas relações entre judeus e o Vaticano causada pela anulação da excomunhão de quatro bispos integristas, entre eles o britânico Richard Williamson, que negou a existência das câmaras de gás.

"As declarações deste bispo são inaceitáveis e estúpidas e não tem nada a ver com a Igreja Católica", afirmou o prelado.

"Entendo que as declarações de Williamson podem ofuscar as relações com o judaísmo, mas estou convencido de que o diálogo continuará", acrescentou.

"O projeto de viagem de Bento XVI a Israel não depende disso. A organização da visita está essencialmente vinculada a questões políticas e se viu complicada pelos acontecimentos em Gaza", completou o cardeal Kasper.

Muitas organizações judaicas, entre elas o memorial israelense do Holocausto, Yad Vashem, manifestaram indignação com a anulação por parte de Bento XVI da excomunhão do bispo negacionista, entre outros bispos ultraconservadores do movimento fundado pelo arcebispo francês Marcel Lefebvre.

nou/fp

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