A operação de entrega de dois reféns pelas Farc começou nesta sexta-feira com a viagem da missão humanitária liderada pela senadora colombiana Piedad Córdoba ao Brasil.


A missão partiu de Bogotá em direção a São Gabriel de Cachoeira, onde estão os helicópteros brasileiros que resgatarão os reféns em algum ponto da selva do sul da Colômbia.

A missão é integrada por Córdoba, dois representantes do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), o bispo de Magangué, Leonardo Gómez, e dois membros do grupo Colombianos e Colombianas pela Paz (CCP), Hernando Gómez e Ricardo Montenegro.

A operação se inicia após quase um ano de contatos entre Córdoba e as Farc, que em abril do ano passado se comprometeram a libertar de forma unilateral o sargento do Exército Pablo Emilio Moncayo e o soldado Josué Daniel Calvo.

Moncayo é o refém mais antigo em poder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), com 12 anos de cativeiro, enquanto Calvo, que aparentemente está muito doente, foi sequestrado alguns dias antes de a guerrilha anunciar sua disposição de libertar os militares.

A guerrilha também se comprometeu a entregar os restos mortais do major da Polícia Julián Guevara, que morreu durante seu cativeiro em 2006.

Os helicópteros emprestados pelo governo brasileiro partirão no sábado para a cidade de Villavicencio, no centro da Colômbia.

Dali, as aeronaves, nas quais viajarão os membros da missão humanitária, irão para um lugar da selva, cujas coordenadas só são conhecidas pela senadora, para recolher o soldado Calvo, que será levado como um homem livre a Villavicencio.

Na segunda ou na terça-feira, os helicópteros iniciarão outra operação desde a cidade de Florencia, no sul do país, para receber Moncayo.

As Farc, em comunicado, exigiram do governo de Álvaro Uribe que garanta as operações de resgate "sem provocações e armadilhas, com clareza frente às famílias, ao país e ao mundo".

Exigiram, além disso, "que se tornem públicos os protocolos estipulados" entre o governo e a Cruz Vermelha, assinados na semana passada e segundo os quais o Exército deve deter as operações de guerra nas regiões onde acontecerá a entrega dos reféns.

Enquanto isso, pessoas próximas, familiares, membros da Colombianos e Colombianas pela Paz, ONG dirigida por Piedad Córdoba, assim como dezenas de jornalistas, começam a se reunir desde esta noite em Villavicencio, o primeiro palco das libertações.

Com EFE

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