Viagem de Obama por Europa e O.Médio é cercada por expectativa

Washington, 18 jul (EFE) - O candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, realizará nos próximos dias uma viagem à Europa e ao Oriente Médio, que, pela segurança e pela expectativa geradas, acaba por se assemelhar a visitas presidenciais. Em geral, a Casa Branca costuma tornar pública quando será realizada uma viagem presidencial pelo menos uma semana antes do início -as exceções são visitas ao Iraque ou Afeganistão. Já a equipe de campanha de Obama manteve o mistério sobre a data oficial, que só foi divulgada poucos dias antes.

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Oficial, porque pode ter surpresas. A princípio, a visita incluirá Israel, Jordânia, França, Alemanha e Reino Unido.

Hoje, no entanto, o candidato republicano, John McCain, ressaltou que Obama pode aparecer no Iraque neste fim de semana.

"Acho que hoje ou amanhã, e não tenho acesso à sua agenda, o senador Obama aterrissará no Iraque com outros senadores", afirmou hoje McCain em um almoço para arrecadar fundos em Detroit.

Obama tinha indicado que visitaria o país e o Afeganistão nos próximos meses. A imprensa americana tinha dado por certo o destino, mas a equipe do senador democrata não confirmou por razões de segurança.

A viagem já gerou um verdadeiro frenesi informativo. Cerca de 200 jornalistas pediram para acompanhar o candidato, mas a equipe de Obama só pôde conseguir vaga para aproximadamente 40.

Em comparação, McCain viajou ao exterior em três ocasiões nos últimos quatro meses, mas recebeu uma cobertura midiática muito inferior. Em sua visita ao México e à Colômbia, apenas duas das grandes emissoras enviaram enviados especiais, e nenhum deles era apresentador de noticiários.

Alguns meios de comunicação já compararam a cobertura e a expectativa da viagem de Obama - a primeira ao exterior desde que começou a temporada de primárias, em janeiro - a uma turnê dos Beatles.

Até o momento, pouco se sabe sobre as atividades de Obama em sua viagem. No entanto, está previsto um encontro com os líderes da Autoridade Nacional Palestina (ANP) na Cisjordânia, e uma reunião com a chanceler alemã, Angela Merkel. EFE mv/bm/db

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