Viagem de jornalistas para acompanhar chama olímpica no Everest vira farsa

A viagem de jornalistas estrangeiros prevista para cobrir a subida da tocha olímpica no monte Everest, no Tibete, se transformou em farsa nesta quinta-feira quando a China multiplicou os obstáculos à partida, impedindo a maioria de participar.

AFP |

O Comitê de Organização dos Jogos Olímpicos de Pequim (Bocog) já havia decidido no início da semana adiar a viagem da imprensa alegando uma piora das condições meteorológicas.

Inicialmente, os jornalistas deveriam partir de Pequim para Lhasa na terça-feira, 22 de abril, para que se adaptassem às condições do lugar antes de chegar ao acampamento de base do Everest, situado a 5.150 metros de altura, onde deveriam aguardar a partida da tocha prevista para meados de maio.

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Mas os organizadores dos Jogos, então, fixaram subitamente para esta quinta-feira de manhã a data limite para o pagamento das passagens de avião com destino à capital do Tibete, Lhasa.

A situação se tornou uma farsa quando os oficiais chineses se recusaram a aceitar os pagamentos de vários jornalistas da AFP e de outras agências internacionais.

"Desculpem-nos, é tarde demais", disse Xu Xianhui, um dos chefes da organização dos Jogos Olímpicos de Pequim ao deixar um dos escritórios do comitê, seguido por um grande grupo de jornalistas perplexos.

Os pagamentos de outros órgãos de imprensa estrangeiros foram aceitos mais cedo, segundo Xu.

A China proibiu o acesso dos jornalistas estrangeiros ao Tibete e às regiões vizinhas onde foram registrados os choques entre manifestantes e policiais em março.

As últimas orientações das autoridades olímpicas previam uma viagem rápida e sob forte vigilância de três dias do Tibete, cenário em março de manifestações contra o governo chinês, até o acampamento de base.

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