Viagem de jornalistas a Jerusalém Oriental irrita oposição da Jordânia

Amã, 9 set (EFE).- Uma viagem de jornalistas jordanianos a Jerusalém Oriental para visitar trabalhos de reconstrução irritou a oposição e os sindicatos do país árabe, que acham que ir à parte ocupada da cidade é uma traição.

EFE |

Um grupo de jornalistas pertencentes aos principais meios de comunicação da Jordânia, entre eles os principais periódicos e a agência de notícias estatal "Petra", viajou na terça-feira a Jerusalém.

O objetivo era visitar os trabalhos de reconstrução em vários templos muçulmanos e cristãos apoiados pelo Estado jordaniano.

Um comitê jordaniano contra a normalização das relações com Israel, que reúne opositores e sindicatos, condenou a viagem afirmando que é "uma falta de respeito aos sentimentos de milhões de árabes e muçulmanos".

"Sentimo-nos traídos pelos jornalistas que foram à Embaixada de Israel em Amã para pedir um visto", disse o presidente do comitê, Badi Rafayaa.

O Governo jordaniano respondeu aos críticos e saiu em defesa dos jornalistas, negando que a viagem seja algum tipo de "normalização".

"A viagem foi organizada pelo Ministério de Assuntos Exteriores para que os jornalistas tivessem a oportunidade de ver os esforços da Jordânia para preservar os lugares sagrados tanto muçulmanos quanto cristãos", segundo uma nota do ministro da Comunicação, Nabil Sharif.

"Não vejo nenhuma normalização quando os santos lugares estão sob supervisão da Jordânia", acrescentou.

Além disso, a viagem incluía visitar várias áreas dos territórios palestinos e reuniões com funcionários palestinos. EFE ajm/an

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