Veredicto põe fim a teorias conspiratórias sobre morte de Diana

Londres, 7 abr (EFE).- A investigação judicial britânica sobre a morte da princesa Diana e de seu namorado, Dodi al-Fayed, que determinou hoje que a tragédia foi causada devido a um homicídio por imprudência, põe fim a dez anos de teorias conspiratórias.

EFE |

Estes são os eventos mais importantes desde a morte do casal, em Paris: 1997 31 agosto.- O Mercedes no qual viajam a princesa Diana e seu namorado bate em uma coluna no túnel sob a ponte d'Alma, em Paris, enquanto é perseguido por vários "paparazzi". O casal e o motorista do veículo, Henri Paul, morrem e apenas o guarda-costas, Trevor Rhys-Jones, sobrevive.

Seis fotógrafos e um motorista são detidos pela Brigada Criminal de Paris, que fica a cargo da investigação.

1º setembro.- Mohamed al-Fayed, pai de Dodi, pede a abertura de uma instrução judicial por homicídio culposo, e a Promotoria de Paris anuncia que o motorista do veículo estava com três vezes mais álcool na corrente sangüínea do que o permitido.

2 setembro.- A Promotoria de Paris abre a investigação judicial por "homicídios e ferimentos involuntários" e omissão de socorro contra os sete detidos.

4 setembro.- Outros três fotógrafos passam a ser suspeitos de homicídio culposo.

5 setembro.- Uma testemunha afirma que viu um raio de luz antes do acidente, o que encoraja novas teorias conspiratórias sobre um possível complô contra a princesa.

6 setembro.- O funeral de Diana é realizado na Abadia de Westminster e ela é enterrada em uma cerimônia particular na casa dos Spencer.

9 setembro.- Outras análises confirmam que o motorista estava bêbado ao volante e que tinha tomado antidepressivos e comprimidos para controlar a alcoolemia.

18 setembro.- Duas testemunhas afirmam que viram um Fiat Uno branco sair ziguezagueando do túnel sob a ponte d'Alma momentos depois do acidente.

19 setembro.- A Polícia interroga Rhys-Jones, mas o guarda-costas diz que não se lembra de nada do acidente.

1998 12 fevereiro.- Fayed afirma que as mortes de seu filho e da princesa foram causadas por "um complô" motivado pelo fato de Diana e Dodi quererem se casar. Ele diz ainda que não descansará até descobrir a verdade.

1999 3 setembro.- A Justiça francesa arquiva as acusações contra os nove fotógrafos e o motorista de imprensa processados, ao considerar que o responsável pelo acidente foi o motorista do veículo. Fayed recorre da decisão.

2002 4 abril.- A Corte Suprema francesa rejeita a apelação de Fayed e arquiva o caso definitivamente.

2004 6 janeiro.- Começa no Reino Unido um inquérito judicial sobre a morte de Diana, o qual é adiado até o fim das investigações policiais.

O jornal britânico "Daily Mirror" publica o conteúdo de uma carta escrita pela princesa dez meses antes de sua morte, guardada por seu ex-mordomo Paul Burrell, na qual afirma que o príncipe Charles, ex-marido de Diana, tramava um plano para matá-la em um acidente de carro.

2005 Dezembro.- A Polícia britânica interroga o príncipe Charles sobre a morte de Diana.

2006 14 dezembro.- A investigação policial sobre a morte de Diana faz cair por terra as teorias de conspiração ao concluir que se tratou de um "trágico acidente".

2007 2 outubro.- Começa a investigação judicial sobre a morte de Diana no Tribunal Superior de Londres.

2008 15 janeiro.- Em seu depoimento à investigação judicial, o ex-mordomo da princesa considera "impossível" que Diana tenha sido assassinada em uma conspiração orquestrada pela casa real britânica.

18 fevereiro.- Fayed acusa a família real britânica de conspirar para que o serviço secreto do Reino Unido assassinasse Diana e Dodi pelo fato de a princesa estar grávida de seu filho, um muçulmano, e de eles desejarem se casar. O magnata egípcio acusa o marido da rainha Elizabeth II, príncipe Philip.

31 março.- Ao apresentar as conclusões da investigação, o juiz afirma que não há provas de que o duque de Edimburgo ordenou o assassinato da princesa nem que o serviço secreto teve envolvimento no caso.

7 abril.- Resultados da investigação. O júri considera que as mortes de Diana e Dodi foram um homicídio por imprudência do motorista do veículo no qual viajavam e no qual eram perseguidos por fotógrafos. EFE vmg/wr/db

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