Venezulanos de Miami protestam contra Chávez por mortos de abril de 2002

Organizações de oposição venezuelanas se reuniram nesta sexta-feira em Miami para protestar contra o governo de Hugo Chávez, a quem atribuem os atos de violência de abril de 2002, que deixaram 19 mortos e frustraram uma tentativa golpe de Estado contra o presidente.

AFP |

O protesto, que atendia a uma convocação em outras cidades sob o slogan "Chávez Nunca Mais", lembrava o sexto aniversário dos incidentes de 2002, nos quais mais de 100 pessoas ficaram feridas.

"Eu estava na passeata contra o palácio do Governo no dia 11 de abril, éramos centenas de milhares pedindo a renúncia de Chávez", contou à AFP María Díaz, que se exilou em Miami depois daqueles dias violentos.

"Havia militares apontando para nós com metralhadoras e franco-atiradores, e grupos dos chamados círculos bolivarianos que chegavam em motocicletas, armados. Em um momento lançaram bombas de gás lacrimogêneo, e em meio à grande confusão começaram a disparar e mataram nove pessoas", contou.

"Essas pessoas que foram mortas estavam pedindo democracia, e que seus direitos e o sistema de governo fossem respeitados, por isso nós lembramos delas hoje pedindo: 'Chávez Nunca Mais'", declarou Díaz.

Patricia Andrade, da organização Venezuela Vigilante, disse à AFP que as organizações venezuelanas de Miami pediram a parlamentares americanos e ao presidente colombiano, Alvaro Uribe, uma demanda no Tribunal Penal Internacional contra Chávez pelas supostas provas de seus vínculos com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

"Queremos que alguém faça algo com as evidências da ligação entre Chávez e as Farc encontradas no computador de Raúl Reyes" - líder guerrilheiro morto em 1º de março por um ataque colombiano no Equador -, afirmou Andrade.

jco/ap/sd

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