Venezuela vai para regime totalitário, diz oposição espanhola

Madri, 16 fev (EFE).- O Partido Popular (PP), da Espanha, declarou que a Venezuela caminha para um regime autoritário e totalitário após aprovar a possibilidade de reeleição ilimitada do presidente Hugo Chávez, que no sábado expulsou do país um de seus deputados na União Europeia (UE), que seria observador do referendo.

EFE |

O porta-voz de Relações Internacionais do PP no Congresso Deputados, Gustavo de Arístegui, advertiu hoje em declarações à Agência a Efe a deterioração democrática que representa essa possibilidade.

"A Venezuela se direcionou de maneira visível rumo a um regime autoritário e totalitário sem nenhum tipo de paliativo, e isso é extremamente preocupante", afirmou o porta-voz do PP, principal partido de oposição da Espanha, de linha conservadora.

O eurodeputado do PP Luis Herrero foi expulso no sábado pelo Governo venezuelano, a pedido do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), após criticar, na emissora de TV "Globovisión", o horário de fechamento dos centros de votação.

Arístegui também criticou a "atitude condescendente" do governante Partido Socialista Espanhol (PSOE) diante da expulsão, que considerou uma prova mais do "caráter totalitário de um regime que não admite nenhum tipo de crítica".

As declarações de Arístegui se fundamentam em histórico de Chávez, que não é a primeira vez em que expulsa da Venezuela estrangeiros que o criticam ou que se colocam em oposição a ele.

Em apenas quatro meses, ele expulsara dois embaixadores: em setembro do ano passado, o dos Estados Unidos, em "solidariedade" com a Bolívia, que tinha um atrito com o Governo americano, e, em janeiro deste ano, o de Israel, país ao qual se opôs pela ofensiva militar à Faixa de Gaza contra o grupo Hamas.

Mas não são apenas políticos que Chávez expulsa da Venezuela por desagradá-lo.

Também em setembro do ano passado, ele baniu José Miguel Vivanco e Daniel Wilkinson, respectivamente diretor e o subdiretor da organização Human Rights Watch por terem feito um relatório que o criticava por, entre outras, aparelhar politicamente o Supremo Tribunal, solapando a independência do Poder Judiciário. EFE cpg/jp

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