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Segundo os números, o país pode se tornar o mais violento da América do Sul, com 67 homicídios para cada 100 mil habitantes

A Venezuela pode encerrar 2011 com um recorde na taxa de assassinatos que a situará como o país mais violento da América do Sul, segundo dados divulgados por um instituto de pesquisas sobre a criminalidade.

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Presidente venezuelano, Hugo Chávez, conversa com soldados durante cerimônia em academia militar de Caracas
Reuters
Presidente venezuelano, Hugo Chávez, conversa com soldados durante cerimônia em academia militar de Caracas

O Monitor de Violência da Venezuela (OVV) anunciou na terça-feira que 19.336 pessoas foram assassinadas em 2011, uma média de 53 por dia em um país de 29 milhões de habitantes.

A violência é um dos maiores desafios enfrentados pelo presidente Hugo Chávez, que tentará a reeleição em 2012. "Precisamos informar à nação que 2011 terminará como o ano mais violento da história do país", informou o instituto em um comunicado.

Os números demonstram que a taxa de homicídios saltaram para 67 por 100 mil habitantes em 2011, representando uma "epidemia" de violência. No mesmo período no ano passado, a Colômbia terminou o ano com 32 homicídios por 100 mil habitantes e o México com 14 por 100 mil, dois países com problemas sérios com o narcotráfico.

O governo venezuelano reconhece o problema da violência e da criminalidade, mas os números divulgados pelos órgãos oficiais do país são bem menores.

Em fevereiro, o ministro do Interior admitiu que a taxa de homicídios saltou para 48 assassinatos por 100 mil habitantes em 2010, mas não deu uma contagem precisa, afirmando apenas que houve 14 mil assassinatos naquele ano.

O grupo não especificou as razões gerais para o aumento da violência, mas disse que o problema estava ligado à impunidade.

Um número considerável de pessoas que possuem armas também é um fator relevante. Além da taxa de homicídios, níveis de roubo e sequestros também cresceram nos últimos anos, segundo o grupo.

Em novembro, o presidente venezuelano Hugo Chávez anunciou a criação de uma nova força armada - a Guarda do Povo - para incrementar a segurança pública. Centenas de soldados foram chamados para ajudar a polícia nas ruas de Caracas e outras regiões onde os índices de violência são altos.

Muitos países da América Latina têm taxas de homicídio muito maiores que a média global, de 6,9 por 100 mil habitantes. O país com a maior taxa em 2010 foi Honduras, que sofreu 82 assassinatos para cada 100 mil habitantes, segundo o Departamento de Drogas e Crime da ONU.

Com AFP

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