Venezuela registra 2ª morte durante protestos no país

Um estudante morreu nesta terça-feira em um hospital da cidade de Mérida, na Venezuela, após ter sido baleado durante uma manifestação pró-Hugo Chávez na última segunda-feira. Esta é a segunda vítima morta a tiros durante o protesto, segundo a emissora de TV governista VTV.

EFE |

De acordo com o canal de notícias de oposição Globovisión, o morto seria um estudante de medicina de 28 anos. Ele morreu no Hospital Universitário de Los Andes por ter sido atingido por três disparos. Segundo a advogada Tamara Suju, a vítima se chamava Marcos Rosales. 

O governador de Mérida, Marco Díaz, confirmou a morte e atribuiu os incidentes de violência a "setores da oposição".

O outro morto em Mérida foi um jovem de 15 anos  chamado Yosinio José Carillo, militante do movimento do presidente Hugo Chávez, como confirmou na segunda-feira o ministro do Interior, Tareck el-Aissami. Os protestos em Mérida também deixaram 33 feridos, incluindo nove policiais, dois deles a tiros, na mesma cidade.

Por causa dos protestos, Mérida amanheceu militarizada nesta terça-feira com a presença da Guarda Nacional em seus pontos estratégicos, segundo o jornal venezuelano El Universal.

Protestos no país

Além de Mérida, em outras cidades venezuelanas houve manifestações tanto a favor quanto contra o governo Chávez, por causa do fechamento de seis canais de TV a cabo .

AP
Venezuelanos protestam contra Cháves em Caracas

Venezuelanos protestam contra Chávez em Caracas

Em Anzoátegui, un contingente da policía dispersou nesta terça-feira com bombas lacrimogêneas uma marcha  de estudantes da Universidade Santa María, que protestavam contra as mortes e o fechamento da televisão por cabo Radio Caracas Televisión Internacional (RCTV). 

Desde segunda-feira, a oposição foi às ruas em várias cidades para acusar o governo de querer acabar com a liberdade de expressão, enquanto os partidários de Chávez fizeram o mesmo para defender as medidas, segundo eles de acordo com a lei.

Em Caracas, os grupos que se manifestaram a favor e contra o governo ontem se enfrentaram perto da sede da Comissão Nacional de Telecomunicações (Conatel).

A polícia dispersou a multidão com gás lacrimogêneo por causa dos confrontos, que deixaram pelo menos dois estudantes feridos, um de cada lado.

Organismos internacionais como a Sociedade Interamericana de Imprensa e a Organização dos Estados Americanos condenaram firmemente a decisão do governo.

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