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Venezuela rebate acusações e diz que Colômbia mente

O governo da Venezuela rebateu as críticas da Colômbia e acusou o governo de Álvaro Uribe de mentir e desestabilizar a região com a assinatura do acordo militar que cede aos Estados Unidos o acesso a sete bases militares em território colombiano.

BBC Brasil |

"O governo de Uribe mente, pois ficou demonstrado que o acordo que oficializa a ocupação militar estadunidense na Colômbia tem como objetivo projetar a dominação estratégica do império sobre América do Sul, permitido operacoes militares de amplo espectro em toda a região", diz o comunicado emitido na noite de segunda-feira.

O governo venezuelano qualificou de "imoral" e "hipócrita" a ameaça da Colômbia de levar à Organização das Nações Unidas (ONU) e à Organização dos Estados Americanos (OEA) o que considerou como "ameaças de guerra" do presidente venezuelano, Hugo Chávez.

O governo colombiano se referiu às declarações de Chávez feitas no último domingo, quando o líder venezuelano disse que as Forças Armadas da Venezuela e a população civil deveriam se "preparar para uma guerra" para garantir a paz.

"Senhores oficiais, a melhor forma de evitar a guerra é se preparando para ela", afirmou Chávez, durante o programa dominical de rádio e TV Alô Presidente.

"Não percam tempo em cumprir com o dever de nos prepararmos para a guerra e ajudar o povo a se preparar para a guerra, porque é uma responsabilidade de todos", disse.

Para o governo da Venezuela, "o governo Uribe mente, pois é o responsável do único ato de guerra na história recente do nosso continente, quando o exército colombiano, com apoio americano, bombardeou e invadiu o território do Equador", em 1º de março de 2008, diz o comunicado.

Tensão

O presidente venezuelano se opõe ao acordo firmado no final de outubro entre a Colômbia e os Estados Unidos por considerá-lo uma "ameaça à revolução" venezuelana e à América do Sul.

Para o governo venezuelano, a presença cada vez mais frequente de conflitos na fronteira com a Colômbia e a presença de paramilitares colombianos em território venezuelano não é casual.

O chanceler venezuelano, Nicolas Maduro, disse na semana passada que a tensão na linha fronteiriça é parte de uma "estratégia" coordenada entre os governos colombiano e americano para "desestabilizar" a Venezuela.

No domingo, Chávez foi além e disse estar pronto a enfrentar uma agressão.

"Não se equivoque, senhor presidente Obama, e (não) ordene uma agressão aberta contra a Venezuela utilizando a Colômbia", disse.

"Nós estamos dispostos a tudo. A Venezuela nunca mais voltará a ser colônia ianque, nem colônia de ninguém."

A tensão na fronteira entre Colômbia e Venezuela se aprofundou há uma semana, quando dois militares venezuelanos foram assassinados no Estado fronteiriço de Táchira por supostos paramilitares.

Depois do incidente, a presença militar venezuelana foi reforçada, com o deslocamento de 15 mil militares às fronteiras com a Colômbia e o Brasil, sob o argumento de intensificar as operações contra o narcotráfico e a extração ilegal de minérios.

Antes do assassinato dos militares, há duas semanas, dez pessoas sequestradas foram encontradas mortas também no Estado de Táchira. O governo venezuelano disse, na ocasião, que as vítimas eram "paramilitares colombianos em treinamento" na Venezuela.

Neste mesmo período, dois agentes do serviço de inteligência colombiano foram presos na Venezuela acusados de espionagem - alegação que o governo colombiano nega.

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