Venezuela quer substituir importações da Colômbia em um ano

CARACAS (Reuters) - O governo da Venezuela está pronto substituir praticamente todas as importações da Colômbia num prazo de 12 meses, a não ser que Bogotá cancele seu plano de ampliar a cooperação militar com os Estados Unidos, disse na quinta-feira o ministro venezuelano do Comércio, Eduardo Samán. O presidente Hugo Chávez congelou em julho as relações com a Colômbia, apontando o acordo militar EUA-Colômbia como uma ameaça à sua revolução socialista. Paralelamente, ele tomou várias medidas de pressão econômica contra o governo de Álvaro Uribe.

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O acordo militar permitiria que os EUA usem até sete bases militares no território colombiano.

"Se a Colômbia não retificar (o acordo sobre) as bases militares, nós, em um ano, podemos ter substituído a quase totalidade do comércio", disse Samán à Reuters antes de uma reunião com empresários brasileiros, que poderiam ajudar Caracas a substituir as importações da Colômbia.

Chávez iniciou essa substituição determinando que se comprem da Argentina 10 mil veículos que seriam importados da vizinha Colômbia.

Ele também proibiu a estatal colombiana de petróleo de participar de uma licitação de petróleo bruto, e anulou um convênio pelo qual a Venezuela fornecia gasolina com desconto a regiões colombianas fronteiriças.

A tensão entre os dois países é um fator de risco político que afeta a cotação do peso colombiano e preocupa empresários de ambos os países, que em 2008 tiveram um intercâmbio comercial recorde, superior a 7 bilhões de dólares.

De acordo com Samán, Argentina, Brasil, Equador e China poderiam fornecer à Venezuela produtos tradicionalmente importados da Colômbia, como alimentos, têxteis, medicamentos, artigos de higiene e cosméticos.

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