Venezuela quer economizar 500 mW ao dia em feriado de 1 semana

Caracas, 27 mar (EFE).- O Governo venezuelano prevê economizar 500 megawatts por dia durante a próxima semana graças ao feriado que vai de segunda-feira a sexta-feira, promulgado para diminuir os efeitos de uma seca que já obrigou o país a decretar emergência elétrica.

EFE |

A Agência Bolivariana de Notícias (ABN) disse que esse cálculo foi efetuado pelo ministro de Energia Elétrica, Alí Rodríguez, depois que o Governo decretou que além da quinta e da sexta-feira santas, a segunda, terça e quarta-feira também seriam feriado.

A Venezuela gera 16.200 megawatts diários, por isso 500 megawatts equivalem a pouco mais de 3% do total, percentagem que deve somar-se aos 20% que cada domicílio e cada empresa venezuelana tem que economizar, conforme decreto de emergência nacional anunciado no mês passado.

Cerca de 70% da geração elétrica venezuelana provém das turbinas do reservatório El Guri, no estado Bolívar (centro leste do país), uma hidroelétrica que, segundo Rodríguez, deve "turbinar" só 4.700 metros cúbicos devido à emergência.

Além do plano de economia em massa, o Governo decretou racionamentos do serviço, incorporação de equipes que estavam fora de operação e o aumento da geração termoelétrica.

O presidente Hugo Chávez subiu este mês de 5 mil para quase 6 mil megawatts a meta de incorporação de energia elétrica imposta pelo seu Governo para este ano, principalmente com a importação de plantas termoelétricas com motores que funcionam com derivados de petróleo.

O presidente calculou em cerca de US$ 1 milhão o custo de geração de cada megawatt; ou seja, seu Governo investirá este ano US$ 6 bilhões para gerar seis mil megawatts extra.

A oposição a Chávez soma o fenômeno natural da seca a uma suposta falta de previsão e investimento no setor ao longo dos 11 anos da administração do governante.

O presidente previu que, caso se mantenha a ausência de chuva no rio Caroní, que alimenta o Guri, para "meados de junho" a água dessa represa alcançará os 240 metros sobre o nível do mar que significa "o nível crítico" para a operação do primeiro dos dois conjuntos de turbinas.

"Isto significa que haverá tempo suficiente para tomar qualquer decisão adicional que seja necessária, que não achamos, porque não há nenhum perigo de colapso nacional", sustentou Rodríguez. EFE ar/pb

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