Venezuela propõe medidas adicionais para destravar Mercosul

Assunção, 23 jul (EFE).- A Venezuela, que está em processo de adesão plena ao Mercosul, defendeu hoje medidas adicionais ou uma mudança de ritmo no bloco, dada a falta de avanços nos objetivos comerciais e políticos do bloco, criado em 1991 por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.

EFE |

"Caso não cumpramos esses objetivos, a sugestão que fazemos é tomar medidas adicionais ou mudar os programas de trabalho", afirmou o vice-ministro venezuelano de Finanças, Gustavo Hernández, durante a reunião do Conselho do Mercado Comum (CMC), preparatória para a cúpula de chefes de Estado de amanhã, também em Assunção.

O chanceler paraguaio, Héctor Lacognata, abriu os debates do CMC com uma advertência sobre o "descrédito" do Mercosul. Segundo ele, a crise financeira global teria beneficiado o bloco se este fosse "forte e coordenado" em termos macroeconômicos.

Por sua vez, o secretário argentino de Relações Econômicas Internacionais, Alfredo Chiaradía, disse que afirmações semelhantes contribuem para esse "descrédito". "Não vamos supor que o que acontece conjunturalmente é causa de problemas estruturais no Mercosul".

A esse respeito, o vice-ministro venezuelano, cujo país participa das reuniões técnicas e políticas com voz, mas sem direito a voto, afirmou: "Estamos diante de uma crise financeira que parece que chega a seu fim, mas a história nos ensinou que tem seus picos e é preciso tomar medidas adicionais".

A adesão plena da Venezuela ao Mercosul foi aprovada em meados de julho de 2006 pelos Governos dos quatro países-membros do bloco.

Porém, o protocolo ratificando o ingresso só foi votado até agora pelos Parlamentos da Argentina e do Uruguai. EFE lb/sc

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