Venezuela promete 2 milhões de celulares a preços abaixo da média

Fabricados em parceria com capital chinês, aparelhos modelo Vergatario 2 custarão entre US$ 31 e US$ 60

iG São Paulo |

AP
Chávez em desfile no 74º aniversário da Guarda Nacional, em Caracas (4/8)
O governo da Venezuela prometeu, nesta segunda-feira, que distribuirá em 2011 até 2 milhões de telefones celulares produzidos em cinco modelos diferentes em fábricas de capital misto da parceria entre China e Venezuela.

"Em termos do Estado, estamos garantindo a distribuição direta de 2 milhões de aparelhos ao ano", assegurou o ministro de Ciência, Tecnologia e Indústria venezuelano, Ricardo Menéndez, durante sua visita à fábrica onde os modelos da empresa chinesa-venezuelana Orinoquia são montados em Caracas.

Os celulares modelo Vergatario 2 custarão entre US$ 31 (R$ 50) e US$ 60 (R$ 96,89)  e serão distribuídos pelas empresas Orinoquia e Vtelca, ambas com participação de capital chinês. "Estamos dando um produto de maior qualidade a um preço mais baixo", afirmou Menéndez, que explicou que os modelos produzidos pelo Estado venezuelano são celulares que custam entre 30% e 40% abaixo da média do mercado.

A unidade de produção de Orinoquia, inaugurada no início de 2010, produziu no ano passado cerca de 150 mil dispositivos. Para este ano, o governo espera chegar aos 806 mil, ao lado do 1,2 bilhão produzidos pela Vtelca.

Atualmente, a Venezuela tem uma demanda anual de telefonia celular de 10 milhões de aparelhos. Os celulares previstos serão comercializados pela empresa de telefonia celular estatal Movilnet. Segundo o ministro, 483 mil aprelhos já aguardam no armazém para serem distribuídos.

O governo venezuelano anunciou na semana passada o lançamento do modelo Vergatario II, sucessor do Vergatario I, anunciado como o celular "mais barato do mundo" pelo próprio presidente Hugo Chávez, mas que nunca chegou a ser vendido.

O fracasso com o celular modelo Vergatario 1 foi admitido por Chávez que o atribuiu a "impedimentos burocráticos".

Eleições

Também nesta segunda-feira, Chávez pediu a seus eleitores garantirem que ele vença as eleições do ano que vem com mais de 60% dos votos. O presidente, que está em tratamento contra um câncer, disse pelo Twitter que apesar de "descansar na retaguarda", voltará à ativa.

"Camaradas, se há sete anos ganhamos com 60%, em 2012 temos de superar essa meta!", ressaltou Chávez. Segundo o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) do país, 59,1% da população disse ser contra a saída de Chávez da Presidência.

O chefe de Estado também usou o Twitter para felicitar a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, por ter vencido as eleições primárias realizadas ontem com mais de 50% dos votos. "Bravo, querida Cristina! Bravo! Viva Néstor! Viva Argentina! Em Caracas contigo, com vocês, com a Pátria Argentina", disse Chávez.

*Com EFE e Ansa

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