Venezuela prende suposta líder de ataque a TV oposicionista

A ativista política Lina Ron, líder popular próxima ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e acusada de ter liderado um ataque contra a sede da rede de TV oposicionista Globovisíon na última segunda-feira, foi presa pelas autoridades venezuelanas.

BBC Brasil |

Reuters
Chávez faz discurso durante evento em Caracas

Chávez faz discurso durante evento em Caracas

A informação sobre a prisão de Ron foi dada pelo próprio Chávez durante um discurso transmitido pela televisão venezuelana nesta terça-feira. No discurso, Chávez criticou o ataque à sede da rede de televisão em Caracas e classificou o ato como "contrarrevolucionário".

"Ontem (segunda-feira) aconteceu algo que condenamos, porque dá oxigênio à burguesia. Eles passam as imagens (do ataque) em todo o mundo e dizem que fui eu quem mandou fazer isso", disse o presidente venezuelano.

Chávez, que disse que a ativista se "presta ao jogo do inimigo", afirmou que "ela se apresentou (às autoridades) e está detida". "Não há mais alternativa, ela tem que receber o peso da lei, assim como os que estavam com ela", disse.

Prisão

Algumas horas antes, um tribunal venezuelano havia emitido um mandado de prisão contra a ativista. A ordem foi emitida após uma solicitação do Ministério Público do país, que, em um comunicado afirmou que a medida foi tomada devido "à suposta participação (da ativista) nos eventos ocorridos (...) nas instalações do canal de televisão".

Na última segunda-feira, cerca de trinta pessoas atacaram a sede da Globovisión em Caracas usando bombas de gás lacrimogêneo. Pelo menos duas pessoas ficaram feridas no incidente. De acordo com testemunhas, os agressores portavam armas de fogo.

O ataque à Globovisión - conhecida por ser uma das principais emissoras oposicionistas da Venezuela - aconteceu poucos dias depois de o governo de Hugo Chávez ter ordenado o fechamento de 34 emissoras de rádio, por supostamente não terem os requisitos necessários para operarem.

Logo após o incidente, o diretor-geral do canal, Alberto Federico Ravell, que já havia acusado o governo por diversas vezes de "perseguição", acusou diretamente o presidente pelo ataque.

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