Venezuela prende 100 imigrantes ilegais colombianos

Em meio a uma violenta crise na fronteira entre Colômbia e Venezuela, autoridades venezuelanas anunciaram a prisão de cem colombianos ilegais que viajavam em três ônibus, no estado de Barinas, nesta quinta-feira, região próxima à linha fronteiriça. De acordo com o general Vladimir Padrino, chefe militar na região, o grupo será investigado pelo Ministério Público.

BBC Brasil |

Em entrevista ao canal estatal VTV, Padrino não descartou que os colombianos detidos possam estar relacionados com grupos irregulares do país vizinho.

"Há alguns dias detectamos um grupo de indocumentados com armas e foram colocados à disposição da Promotoria. Não descartamos nenhuma conexão a respeito", afirmou.

O secretário de governo do estado Barinas, Antonio Albarrán disse "presumir" que o grupo de colombianos entrou de maneira ilegal no país. "Esperaremos que façam as investigações pertinentes, já que não entendemos o porquê dessa mobilização massiva de 100 colombianos", afirmou.

As autoridades afirmaram ter reforçado a segurança na linha fronteiriça para estabelecer um maior controle de entrada e saída de pessoas.

Paramilitar
Mais cedo, um suposto paramilitar morreu durante um enfrentamento com as Forças Armadas venezuelanas no estado de Táchira, em uma operação das autoridades locais que busca os responsáveis pelo assassinato, na segunda-feira, de dois militares da Guarda Nacional. O governo venezuelano responsabilizou a grupos paramilitares pelo crime.

Segundo o ministério das Relações Exteriores, na operação também foram detidas duas pessoas armadas. Nesta quinta-feira, o movimento na fronteira entre Cúcuta (Colômbia) e Táchira (Venezuela) havia se normalizado depois de quase dois dias de fechamento devido a tensão gerada pelo assassinato dos dois militares.

A crise na zona fronteiriça entre a Colômbia e Venezuela se incrementou nas últimas semanas depois que 12 pessoas foram encontradas mortas no estado de Táchira. Deste grupo, 9 eram colombianos. O governo venezuelano afirma que se tratavam "paramilitares colombianos em treinamento" na Venezuela.

Depois desse incidente, dois agentes do serviço de inteligência colombiano foram presos em território venezuelano acusados de espionagem. A Colômbia nega esta acusação.

Para o governo venezuelano, que congelou relações diplomáticas com a Colômbia em consequência da assinatura do acordo militar entre Estados Unidos e Colômbia - a presença de paramilitares colombianos em seu território é "apenas o começo" de um "plano de conspiração", que envolveria os governos de Bogotá e Washington.

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