Venezuela pede ação da SIP contra ameaças a jornal

Caracas, 7 out (EFE).- O Governo da Venezuela pediu hoje à Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) que se pronuncie sobre ameaças sofridas na segunda-feira pelo jornal Panorama por parte de grupos neofascista opositores, que querem cessar a circulação do diário.

EFE |

O ministro da Comunicação venezuelano, Andrés Izarra, disse no canal estatal "Venezolana de Televisión" que os grupos são apoiados por que na reunião de Madri a SIP denuncia a falta de liberdade de expressão na Venezuela.

David Natera, líder de um grupo de imprensa da Venezuela, assinalou no relatório apresentado na reunião de editores e diretores da mídia americana que "a função dos meios de comunicação e dos jornalistas independentes é cada vez mais difícil e perigoso na Venezuela".

Em comunicado oficial, o Governo venezuelano afirmou que o país "tem absoluta liberdade de expressão" e desqualificou a reunião da SIP em Madri.

A nota do Ministério da Comunicação venezuelano diz que "mais uma vez" na reunião da SIP "os grandes proprietários de empresas jornalísticas" lêem "o mesmo panfleto impregnado de mentiras que repetem sobre a Venezuela desde 1999".

O ministro disse que representantes do "Panorama", um dos jornais de maior tiragem do país, denunciaram que grupos de oposição trataram de impedir a saída dos caminhões de distribuição enquanto não se publicasse sua versão sobre o assassinato de um dirigente estudantil opositor.

O ministro disse que a ação contra o "Panorama" são devido à publicação de "reportagens de investigação (sobre o opositor assassinado) e máfias que estariam vinculadas ao governador do estado de Zulia", Manuel Rosales.

Além disso, acusou o editor do periódico "El Nacional", que aparece hoje em uma foto de capa do jornal com o rei Juan Carlos da Espanha, de ser "o principal responsável pelos ataques à liberdade de expressão" em seu país.

Segundo ele, com suas denúncias perante a SIP os donos de vários meios de comunicação "tentam desviar a atenção sobre sua implicação nos planos de golpe de Estado e magnicídio investigados pela Assembléia Nacional". EFE rr/rr

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