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Venezuela nega categoricamente violação de espaço aéreo colombiano

Em um novo momento de tensão entre Colômbia e Venezuela, o governo venezuelano negou categoricamente, nesta quinta-feira, ter invadido o espaço aéreo do país vizinho, conforme denunciou o governo colombiano. Queremos negar categoricamente esta informação.

BBC Brasil |

Nenhuma aeronave passou os limites em direção à Colômbia", afirmou a jornalistas o chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, em Caracas.

Maduro disse que seu governo "rejeita" esse tipo de acusação, ao afirmar que o incidente seria parte de uma política articulada entre a Colômbia e Estados Unidos "para construir falsos positivos (incidentes)" na fronteira entre os dois países e logo "justificar eventos políticos ou de outra natureza".

Na véspera, Bogotá denunciou que um suposto helicóptero militar venezuelano ultrapassou a fronteira nas proximidades de uma base militar na cidade de Arauca. O ministro de Defesa da Colômbia, Gabriel Silva qualificou a incursão como "inaceitável".

Para Maduro, as denúncias são parte de uma "campanha de ódio" contra o presidente da Venezuela Hugo Chávez.

"Na Colômbia estão recrudescendo uma campanha de ódio contra Venezuela e seu presidente para incitar sentimentos violentos contra o nosso país", afirmou Maduro.

Os incidentes na fronteira compartilhada de mais de 2,1 mil km vem se incrementando desde o final do ano passado. Em dezembro, foi a vez de o governo venezuelano acusar o vizinho de ter invadido seu espaço aéreo com um avião espião, incidente que Bogotá também negou.

'Prudência'
O presidente da Colômbia Álvaro Uribe, que participa do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, pediu "prudência" às Forças Armadas de seu país depois do suposto incidente fronteiriço.

"Registramos o fato, mas reagimos com total prudência, como deve ser", disse Uribe.

Em um comunicado divulgado nesta quinta-feira pela Presidência, Uribe afirmou ainda que o governo colombiano "sempre, historicamente, interpreta isso como erros e não queremos pensar nada diferente".

A crise entre Bogotá e Caracas se agravando desde meados de 2009, quando a Colômbia firmou um acordo militar com os Estados Unidos que permitirá a militares americanos ter acesso a sete bases militares em território colombiano.

Para o governo Chávez, o acordo desestabiliza a região e é parte de um "plano de guerra" contra a Venezuela. Desde então, o presidente venezuelano "congelou" as relações diplomáticas com a Colômbia e ordenou a redução de 70% do comércio bilateral com o país vizinho.

Colômbia e Estados Unidos afirmam, por sua vez, que o acordo - que causou também preocupações em outros países da região, incluindo o Brasil - não prevê operações militares fora de seu território.

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