Venezuela não aceita Larry Palmer como embaixador dos EUA no país

País considerou a insistência de Washington em manter a nomeação de Palmer como uma 'provocação' e 'manifestação de hipocrisia'

EFE |

O governo venezuelano anunciou neste sábado que não aceitará Larry Palmer como novo embaixador americano por ele ter agredido "grosseiramente" instituições da Venezuela além de ser "indigno" para o cargo.

Para o governo venezuelano, a insistência de Washington em manter a nomeação de Palmer "constitui uma nova provocação e uma manifestação da hipocrisia da elite que governa esse país, em particular em sua relação com os povos latino-americanos e caribenhos".

O comunicado explica que "Palmer quebrou as regras básicas de respeito ao país, agredindo grosseiramente as instituições fundamentais da Venezuela e fazendo-se indigno das funções que se destinava a desempenhar".

O conflito em torno de Palmer surgiu depois da reunião do diplomata perante o Senado dos Estados Unidos, no dia 3 de agosto, quando foi questionado sobre a Venezuela.

Palmer disse no Senado, entre outras coisas, que a moral das Forças Armadas da Venezuela era baixa e falou da necessidade de investigar a suposta presença das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e do Exército de Libertação Nacional (ELN) em seu território.

As respostas, publicadas pela imprensa, foram consideradas "inaceitáveis" por Caracas por considerar que "constituem um sério intervencionismo para alguém que nem sequer pisou no território venezuelano".

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