Venezuela: líder da oposição é acusado de enriquecimento ilícito

O líder da oposição na Venezuela, Manuel Rosales, rival do presidente Hugo Chávez na eleição de 2006, foi acusado de enriquecimento ilícito nesta quinta-feira pela Procuradoria, crime que pode lhe valer de três e 10 anos de prisão.

AFP |

O Ministério Público apresentou um total de 26 provas judiciais que podem provar que ele, prefeito de Maracaibo (oeste), segunda cidade do país, teria cometido esse crime entre 2002 e 2004, quando era governador de Zulia (oeste), afirmou a procuradora Katiuska Plaza, em entrevista à imprensa.

A Procuradoria solicitou à justiça que Rosales fique em regime de prisão preventiva, o que será decidido em audiência preliminar entre as partes dentro de "10 ou 20 dias", conforme previsto em lei.

"A medida de prisão preventiva foi solicitada, mas vai ser esclarecida na audiência preliminar. É uma solicitação do Ministério Público e o tribunal decide se vai concedê-la ou não", explicou Plaza.

Em dezembro, Rosales, dirigente do partido social democrata Um Novo Tempo, já havia sido citado pela justiça em um caso de corrupção.

Rosales reagiu após conhecer a decisão desta quinta-feira. "A gente se sente impotente diante do uso do poder", afirmou.

"Vamos enfrentar Chávez. Este povo vai se levantar. Não vamos suportar que criminalizem quem eles querem, como se fossem os donos do país", acrescentou à imprensa, falando de Maracaibo.

"Eles querem me calar, me silenciar, me apagar da política, mas vou enfrentá-los mesmo assim", disse, chamando Chávez de "covarde". "Ele se esconde atrás dos militares", acrescentou.

No fim de outubro, em plena campanha pelas eleições regionais e municipais, Chávez acusou Rosales de ter intenções de matá-lo e disse que pretendia "colocá-lo na prisão".

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