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Venezuela lança com sucesso ao espaço o satélite socialista Simón Bolívar

A Venezuela lançou nesta quarta-feira ao espaço seu primeiro satélite, o Simón Bolívar, construído na China, com objetivos exclusivamente civis e com o qual o presidente Hugo Chávez deseja avançar na construção do socialismo e na integração latino-americana.

AFP |

O satélite geoestacionário Venesat-1 foi lançado às 12h20, hora local (16h50 GMT) do centro espacial Xichang, na província chinesa de Sichuan (sudoeste).

Chávez, acompanhado do presidente boliviano Evo Morales, esteve na cidade de Luepa, a leste da Venezuela, onde fica a segunda estação terrena de controle do Simón Bolívar.

"O que tem a ver um satélite com o socialismo? Uma empresa capitalista lança um satélite para fazer dinheiro. Este, agora, é um ato de libertação e independência (...) para construir o socialismo dentro da Venezuela e para cooperar com outros povos", declarou Chávez.

Com o satélite, acrescentou, o governo venezuelano deseja dar um passo adiante em "sua soberania tecnológica", acrescentou, afirmando que "não é para nós, mas para os povos da América Latina e do Caribe (...) É mais um passo para a independência", celebrou Chávez, assegurando que o projeto "romperá com o analfabetismo tecnológico".

Durante seus 15 anos de vida útil, o Simón Bolívar será ampliado "a países irmãos" para desenvolver "programas sociais, por exemplo de alfabetização ou medicina" servindo, também, para baratear e agilizar os sistemas de telecomunicações, segundo a ministra da Ciência e Tecnologia, Nuris Orihuela.

A construção e a colocação em órbita deste satélite - um projeto iniciado em 2002 - custaram à Venezuela 241 milhões de dólares, aos quais se somam 165 milhões pela construção das duas sedes terrestres de controle.

O Simón Bolívar estará situado a 36.000 km da superfície terrestre, na órbita hemisférica 78-Oeste, cedida pelo Uruguai, o que fará com que o sinal de 1.300 megahertz (MHz) se estenda do sul do México até a metade do território da Argentina e Chile.

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